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El Niño em SC: “Se ficar tudo embaixo d”água, o responsável é Jorginho”, diz João Rodrigues

Pré-candidato ao governo de SC responsabiliza antecipadamente Jorginho Mello por eventuais enchentes em Blumenau, Rio do Sul e Brusque, alegando que obras de contenção com recurso garantido foram paralisadas.

El Niño em SC: “Se ficar tudo embaixo d”água, o responsável é Jorginho”, diz João Rodrigues
Foto: Reprodução
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João Rodrigues não deixou margem para dúvida sobre quem ele responsabiliza caso as chuvas do El Niño voltem a castigar o Vale do Itajaí. Em entrevista ao Jornal Razão, o pré-candidato ao governo de Santa Catarina cravou que uma eventual tragédia nas cidades de Blumenau, Rio do Sul e Brusque terá um único culpado, na avaliação dele. “Se tudo isso ficar embaixo d’água, a grande responsabilidade é do governador”, disparou, ao atribuir a Jorginho Mello a paralisação de obras de contenção que, segundo o pré-candidato, já tinham recurso garantido.

A acusação parte de uma alegação de Rodrigues: a de que o dinheiro para as obras estava disponível e mesmo assim o trabalho não avançou. “Ele tinha o dinheiro, tinha na mão, suspendeu a obra, arrumou justificativas e nenhuma delas convenceu, porque a obra não existe”, afirmou. Para o pré-candidato, faltou ao governo eleger como prioridade aquilo que, no argumento dele, afeta diretamente a população mais vulnerável. É a versão apresentada por Rodrigues, que faz oposição ao atual governo.

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O pré-candidato faz questão de separar o que seria força da natureza do que ele chama de desleixo administrativo. Rodrigues reconhece que um novo ciclo de chuvas fortes é esperado, mas sustenta que a diferença está no preparo. “Quando tiver, que não seja a culpa do governo, seja a natureza que se excedeu”, ponderou, antes de emendar que, na leitura dele, o que acontecer será resultado de uma gestão que não colocou a proteção do povo à frente.

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Rodrigues aproveitou para apresentar o que faria caso seja eleito. “Se tiver uma licitação pronta, eu licito. Se faltar ordem de serviço, eu dou”, afirmou, resumindo a proposta de destravar as obras de contenção que considera paradas.

O pré-candidato ainda dirigiu a crítica ao que classifica como excesso de anúncios sem execução. Citou o exemplo de Balneário Camboriú, onde, segundo ele, o governo teria anunciado a intenção de um convênio para o futuro em vez de entregar a obra. “Teve quatro anos para fazer isso”, disparou, resumindo sua discordância com o que enxerga como uma gestão de promessas.

Do outro lado, o governador Jorginho Mello tem defendido em entrevistas ao próprio JR as ações de prevenção a enchentes em Santa Catarina, incluindo obras de contenção e drenagem em regiões afetadas por cheias. A reportagem registra a versão apresentada pelo pré-candidato e segue aberta a posicionamento do Governo do Estado sobre os questionamentos.

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