O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O documento assegura ao brasileiro o direito de residir permanentemente em solo americano, além de permitir que trabalhe e estude no país sem a necessidade de autorizações específicas.
A concessão foi divulgada originalmente pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (20). Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, o pedido do benefício havia sido feito há mais de um ano e acabou aprovado neste mês.
Residência permanente nos EUA
O green card, oficialmente chamado de Cartão de Residente Permanente dos Estados Unidos, permite que estrangeiros autorizados morem no país por tempo indeterminado. Com a aprovação, Eduardo Bolsonaro passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão americano no que diz respeito à permanência, ao trabalho e ao estudo. O documento, no entanto, não garante direito a voto nas eleições dos Estados Unidos.
Ainda segundo Paulo Figueiredo, o ex-deputado precisou comprovar que cumpria os requisitos exigidos pelo governo americano para obter a residência permanente. Eduardo vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Antes da aprovação, permanecia no país com um visto de turista, que lhe permitia seguir em solo americano por cerca de seis meses. Ele chegou a afirmar que avaliava pedir asilo político.
Condenado pelo STF há menos de um mês
A concessão do green card vem menos de um mês depois de Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal. No dia 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou por coação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão foi unânime entre os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A pena fixada foi de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo a acusação, Eduardo teria tentado interferir no julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Por isso, o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições
Em nota divulgada após a condenação, Eduardo Bolsonaro classificou o julgamento como “sem pé nem cabeça” e afirmou que qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula. O ex-deputado segue morando nos Estados Unidos, onde agora tem residência permanente garantida, enquanto responde à condenação imposta pela Justiça brasileira.






















