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Dias antes da “facada” na pesca da tainha em SC, Ministra do Lula visitou ranchos de pescadores

Ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou a pesca artesanal no Campeche em 29 de maio; após a suspensão da pesca da tainha, o deputado Alex Brasil (PL) acusou o governo de "vingança", enquanto o Ministério da Pesca diz que a medida foi preventiva.

Dias antes da “facada” na pesca da tainha em SC, Ministra do Lula visitou ranchos de pescadores
Foto: Reprodução
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O deputado estadual Alex Brasil (PL) publicou um vídeo criticando o governo federal pelo fim da safra da tainha em Santa Catarina e cobrou uma leitura política do episódio: pouco mais de uma semana antes de a pesca ser interrompida, pescadores catarinenses haviam recebido a ministra da Cultura, Margareth Menezes, em agenda oficial no estado.

A ministra esteve em Florianópolis na sexta-feira, 29 de maio, e, entre os compromissos, visitou projetos ligados à pesca artesanal na Praia do Campeche. Na gravação, o deputado relembra a recepção calorosa dos pescadores à representante do governo Lula, que provou a tainha da região. Dias depois, no domingo 7 de junho, o Ministério da Pesca e Aquicultura encerrou a temporada na modalidade de arrasto de praia, após as capturas atingirem 90% da cota autorizada para 2026.

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Para o deputado, a sequência dos fatos é uma contradição.

ASSISTA AO VÍDEO

Uma semana depois, sabe o que eles ganharam de prêmio por ter servido uma tainha para essa ministra? Eles não podem mais pescar.

O parlamentar foi além e classificou a decisão como perseguição política ao estado. Segundo ele, o governo federal age “como se tivesse sede de vingança contra os catarinenses”, numa leitura que associa a medida ao perfil eleitoral de Santa Catarina. As afirmações são opinião do deputado e não correspondem à justificativa oficial apresentada pelo Ministério da Pesca.

O que diz o governo

O governo federal sustenta que a suspensão foi preventiva, para impedir que o limite de captura da temporada fosse ultrapassado. A cota da modalidade de arrasto de praia foi fixada em 1.332 toneladas, com aumento de 20% em relação a 2025, e o encerramento ocorreu depois que as capturas atingiram 90% desse total, em apenas 38 dias de safra.

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A crítica do parlamentar se soma à reação que já vinha do estado. O governador Jorginho Mello (PL) autorizou a Procuradoria-Geral do Estado a acionar a Justiça para tentar derrubar a portaria, e prefeitos e lideranças de pesca cobraram a revisão da medida. Em Bombinhas, ranchos de pesca redigiram uma carta de apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao final do vídeo, o deputado fez um apelo eleitoral, citando as eleições de outubro, e pediu que os catarinenses “indignados” compartilhassem a mensagem. Até a última atualização, a proibição da pesca de arrasto de praia seguia em vigor em Santa Catarina.

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