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PT, PL e Republicanos: 4 dos 16 deputados de SC votaram a favor do fim da escala 6×1

A Câmara aprovou em dois turnos a PEC que encerra a escala 6×1 e reduz a semana de trabalho para 40 horas. A maioria da bancada catarinense votou contra a mudança, que agora segue para o Senado.

PT, PL e Republicanos: 4 dos 16 deputados de SC votaram a favor do fim da escala 6×1
Foto: Reprodução
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Apenas quatro dos 16 deputados federais de Santa Catarina votaram a favor do fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). Os votos a favor vieram de parlamentares do PT, do PL e do Republicanos, enquanto a maioria da bancada catarinense foi contra a proposta nos dois turnos de votação. O texto agora segue para o Senado Federal.

Pela proposta aprovada, fica encerrada a jornada 6×1, em que o trabalhador atua seis dias seguidos e folga um. No lugar dela passa a valer o modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de folga, e a carga horária semanal cai de 44 para 40 horas. O texto prevê entrada parcial em vigor em 60 dias e um período de transição de 14 meses até a aplicação completa.

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Quem votou a favor em SC

Os quatro deputados catarinenses que apoiaram o fim da escala 6×1 foram:

  • Ana Paula Lima (PT)
  • Pedro Uczai (PT)
  • Ismael (PL)
  • Jorge Goetten (Republicanos)

Quem votou contra

No primeiro turno, dez deputados de SC votaram contra a proposta e dois estiveram ausentes. No segundo turno, foram nove votos contrários e três ausências. Votaram contra:

  • Carlos Chiodini (MDB)
  • Caroline De Toni (PL)
  • Daniel Freitas (PL)
  • Daniela Reinehr (PL)
  • Fabio Schiochet (União Brasil)
  • Gilson Marques (Novo)
  • Julia Zanatta (PL)
  • Pezenti (MDB)
  • Ricardo Guidi (PL)
  • Zé Trovão (PL), que votou contra no primeiro turno e ficou ausente no segundo

Os deputados Cobalchini (MDB) e Geovania de Sá (Republicanos) estiveram ausentes nas duas votações.

A votação no plenário

No total, a proposta teve 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno, com 18 ausências e uma obstrução. No segundo turno, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, além de 33 deputados ausentes.

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De onde veio a proposta

O tema ganhou força a partir da mobilização do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende o fim da jornada 6×1. Na Câmara, duas PECs trataram do assunto: uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propunha a semana de 40 horas no modelo 5×2, e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia 36 horas semanais em jornada de quatro dias de trabalho por três de folga. Durante a tramitação, as duas propostas foram anexadas por tratarem de tema semelhante, e os deputados costuraram um texto único que prevaleceu na votação.

O papel do governo e as exceções

O governo federal também enviou ao Congresso um projeto de lei com teor parecido sobre a redução da jornada. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a proposta do governo deve ser usada para definir exceções a setores que precisem de regras específicas sobre a escala 6×1, mas apenas depois da aprovação final da PEC.

Até o momento, o texto segue para o Senado Federal, onde também precisará ser votado em dois turnos antes de virar emenda à Constituição.

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