Vice-prefeito de Brusque e pré-candidato a deputado estadual pelo PL, Deco Batisti disse em entrevista ao Jornal Razão que pretende transformar as escolas cívico-militares mantidas pelo município em projeto estadual. Segundo ele, o programa atende hoje mais de três mil crianças na cidade e é sustentado com recurso próprio desde que o governo federal encerrou o repasse.
Assista ao vídeo
Questionado sobre o que o eleitor pode esperar dele caso chegue à Assembleia Legislativa, Batisti respondeu citando a passagem como vereador, período em que, afirma, foi “o vereador que mais trouxe recurso pra cidade”, mesmo sem ser da base do prefeito da época. Foi nesse contexto que ele reivindicou ter levado a primeira escola cívico-militar de Brusque.
O corte federal e a conta própria
Sobre o corte federal do programa, o pré-candidato foi irônico: “quando o governo federal teve a, a brilhante ideia de cortar esse programa, que não é um programa ideológico, mas sim um programa de valor, ensinar valor pras crianças. A gente manteve em Brusque”. De acordo com ele, o município ampliou a rede para seis unidades com recurso próprio e vai chegar a oito.
Os números são estimativas do próprio entrevistado. Ele disse que a maior escola tem “aproximadamente novecentas crianças” e que não sabe o total das demais, “alguns tem trezentas, alguns tem quinhentas alunos”, confirmando ao repórter que o conjunto “passa de três mil crianças”. Batisti também afirmou que “mais de catorze cidades” foram a Brusque buscar o modelo, inclusive a parte da legislação.
“Não vão militarizar a criança”
Na avaliação dele, a presença dos militares não militariza os alunos: “eles não vão militarizar a criança, mas vão, vão ensinar aquilo que a gente perdeu hoje isso com o tempo”, citando “patriotismo, respeito pelo próximo, a empatia”. O efeito, segundo o vice-prefeito, já seria percebido no trato com os professores e também dentro de casa.
O tema interessa diretamente ao Vale do Rio Tijucas e ao Litoral, região que Batisti diz querer representar na Alesc e onde a adoção do modelo dependeria de decisão de cada prefeitura. Ele reconhece obstáculos jurídicos: “tem muita coisa que a gente esbarra ainda na nossa legislação que tenta proibir isso”, afirmou, dizendo estar “vencendo essas etapas” para “virar um projeto não só de Brusque, mas também do estado”.
As afirmações sobre o corte do programa pelo governo federal e sobre os resultados das escolas são versão do entrevistado e não foram checadas de forma independente. O Jornal Razão garante espaço de resposta a pessoas e instituições citadas.
Leia também: Deco Batisti diz que gestão de Brusque tem mais de 70% de aprovação e mira vaga na Alesc


























