Logo Jornal Razão
Publicidade

Décio Lima culpa o governo Bolsonaro pela cota da tainha em SC e diz ter “resolvido o problema”

Em vídeo, o pré-candidato do PT ao Senado anunciou uma cota de 400 toneladas e atribuiu ao governo Bolsonaro as regras que restringem a pesca, versão que contraria o governador Jorginho Mello; a portaria em vigor é de fevereiro de 2026, da gestão atual

Décio Lima culpa o governo Bolsonaro pela cota da tainha em SC e diz ter “resolvido o problema”
Foto: Reprodução
Publicidade

O pré-candidato do PT ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima, afirmou que o “problema da tainha está resolvido” no estado e atribuiu ao governo Bolsonaro a origem das regras que restringem a pesca. As declarações foram dadas em um vídeo divulgado nas redes sociais, em meio à queda de braço política provocada pela suspensão e posterior liberação da pesca de arrasto no litoral catarinense.

No vídeo, Décio Lima anunciou uma cota de 400 toneladas para a captura e prometeu isonomia entre as regiões do estado. “O Sul vai pescar como o Norte”, afirmou. O petista, que atua como articulador do governo Lula em Santa Catarina, disse ter levado o apelo dos pescadores diretamente ao presidente. “Tenho muito orgulho de ter colocado as digitais nessa luta tão importante sobre a pesca da tainha”, declarou.

Publicidade

Na mesma fala, ele rebateu quem responsabiliza o governo federal pela cota. “É triste ver as mentiras que saíram nesse período, como, por exemplo, dizer que as portarias são agora do governo do Lula. Elas vêm do governo Bolsonaro e foram criadas por eles”, disse. Décio cobrou que o tema não seja “contaminado por esta politização” e encerrou com um aceno à tradição local: “Viva Santa Catarina, viva a pesca da tainha”.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

Versões em disputa

A versão do petista contraria a do governador Jorginho Mello (PL), que dias antes havia classificado a restrição à tainha como “um problema político” e responsabilizado a gestão atual pela cota. A disputa coloca os dois lados atribuindo a origem da medida a governos diferentes.

Os registros oficiais mostram um histórico que atravessa gestões. A regra que vale para a safra de 2026 é a Portaria Interministerial nº 51, assinada em 27 de fevereiro de 2026 pelos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente, ambos da gestão atual. A cota específica para a modalidade de arrasto de praia, no entanto, passou a existir pela primeira vez em 2025, também no governo Lula, enquanto as restrições à pesca da tainha em Santa Catarina se acumulam há mais de uma década, ao longo de diferentes governos.

A pesca de arrasto da tainha foi suspensa no domingo, 7 de junho, depois que a captura atingiu 90% da cota autorizada em apenas 38 dias. Dois dias depois, diante dos protestos no litoral, o governo federal anunciou a ampliação da cota para o Litoral Norte. Até a última atualização, a atividade seguia oficialmente suspensa, à espera da publicação de uma nova portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

Publicidade

Décio Lima, natural de Itajaí, foi vereador e prefeito de Blumenau, deputado federal por três mandatos e presidiu o Sebrae Nacional. Em 2022, disputou o governo de Santa Catarina e chegou ao segundo turno, marco inédito para o PT no estado. É casado com a deputada federal Ana Paula Lima (PT).

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham