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Moraes barra entrevista de Bolsonaro e avisa: se aparecer nas redes, vai preso

Bolsonaro cancelou entrevista ao vivo com medo de ser preso após decisão de Moraes que proíbe manifestações até por canais de terceiros nas redes sociais.

Moraes barra entrevista de Bolsonaro e avisa: se aparecer nas redes, vai preso
Foto: Reprodução
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou uma entrevista ao vivo que faria nesta segunda-feira (21) ao portal Metrópoles.

Segundo o veículo, a decisão foi motivada pelo receio de prisão, já que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou em despacho que Bolsonaro está proibido de se manifestar nas redes sociais — mesmo por meio de entrevistas divulgadas por terceiros.

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A decisão de Moraes foi proferida nos autos da Petição 14.129/DF, que trata das acusações contra Bolsonaro por tentativa de obstrução de justiça, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O despacho afirma que a proibição inclui “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”, sob pena de prisão imediata.

A entrevista estava marcada para ser transmitida ao vivo pelo YouTube e pela plataforma X (antigo Twitter), mas foi cancelada pela equipe de Bolsonaro pouco antes do horário previsto.

Desde a última sexta-feira (18), o ex-presidente está submetido a medidas cautelares determinadas pelo STF, como:

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  • uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h;
  • proibição de sair de Brasília sem autorização judicial;
  • proibição de entrar em embaixadas e consulados;
  • proibição de contato com outros investigados ou autoridades estrangeiras;
  • proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente.

Na nova decisão, Moraes reforçou que o ex-presidente não pode “se valer de meios indiretos para burlar a medida”, como entrevistas transmitidas por terceiros nas redes sociais. Caso haja descumprimento, poderá haver prisão imediata.

O episódio ocorre em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos. No início do mês, Donald Trump anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Pouco depois, a Polícia Federal solicitou novas restrições contra Bolsonaro, alegando que ele estaria tentando envolver o governo americano em uma suposta pressão contra o STF.

Segundo a PF, Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estariam coordenando ações para influenciar decisões internacionais e frear a ação penal por tentativa de golpe em 2022.

Moraes também citou que Bolsonaro teria “confessado os crimes” ao apoiar a permanência do filho nos EUA e enviar recursos para isso. A Procuradoria-Geral da República acompanha o caso.

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Na sexta-feira (18), falas de Bolsonaro foram exibidas ao vivo pela BandNews e Reuters. Com a nova decisão, essas transmissões podem ser interpretadas como violação da medida cautelar.

A bancada de oposição previa uma fala de Bolsonaro após reunião do PL nesta segunda, mas a tendência é de que o pronunciamento também seja cancelado.

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