O grande aparato de segurança chamou atenção dos moradores de Itajaí desde a tarde desta quinta-feira (25), véspera da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Militares das Forças Armadas, agentes de segurança institucional e efetivo estadual já se posicionam no entorno do Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul e do Porto de Itajaí, locais da agenda oficial desta sexta-feira (26).
A programação prevê o lançamento ao mar da fragata Cunha Moreira (F202), terceira embarcação da Classe Tamandaré construída no estaleiro da cidade, além de vistoria ao porto, acompanhamento dos serviços de dragagem do canal de acesso e diálogo com trabalhadores portuários. Perímetros estão sendo isolados, com credenciamento rígido e circulação controlada nas imediações.
Comitiva chegou antes
A movimentação começou na quarta-feira (24), quando o avião presidencial pousou no Aeroporto de Navegantes trazendo a comitiva de governo, sem o presidente a bordo. A equipe avançada serve para alinhar a logística da visita, em modelo já adotado em passagens anteriores do petista pelo Estado.
Não é a primeira vez que Itajaí vive esse roteiro. A primeira visita de Lula a Santa Catarina no atual mandato ocorreu em agosto de 2024, também para um lançamento de fragata no mesmo estaleiro. Naquela ocasião, o presidente chegou de avião a Navegantes, seguiu de helicóptero até o local do evento e voltou a Brasília logo após o encerramento, sem falar com a imprensa.
A piada da tainha
A vinda foi anunciada pelo próprio Lula em vídeo no qual comentava o impasse sobre a cota da pesca da tainha. Na ocasião, o presidente brincou com os pescadores e disse que esperava comer o peixe quando chegasse ao Estado.
Quando eu for aí, peguem uma tainha e me deem de presente, que eu quero comer uma tainha.
É a terceira visita do presidente a Santa Catarina no atual mandato, depois das passagens em agosto de 2024 e no início deste ano.
Fragata e porto
A agenda tem fundo econômico e estratégico. A visita está voltada ao fortalecimento da indústria naval, da infraestrutura portuária e da geração de empregos em Santa Catarina. A fragata Cunha Moreira faz parte do projeto de quatro navios de guerra que vão reforçar a frota da Marinha do Brasil, produzidos no estaleiro de Itajaí por meio do consórcio Águas Azuis, formado pela TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech. O investimento total do primeiro lote é da ordem de R$ 12 bilhões.
Além do lançamento da fragata, o presidente deve acompanhar os avanços da retomada do Porto, vistoriar os serviços de dragagem do canal de acesso, conhecer o projeto técnico desenvolvido em parceria com a Univali para a remoção dos destroços do navio Pallas e dialogar com trabalhadores portuários. Cada parada dessas significa um novo ponto a ser protegido, o que explica o efetivo espalhado por mais de um endereço na cidade.
Para Itajaí, que se acostumou a aparecer no noticiário nacional pela força do porto e pela construção naval, o dia é de rotina alterada. Bloqueios pontuais, trânsito mais lento no entorno dos locais do evento e a recomendação não oficial, mas conhecida de quem já passou por isso, de evitar a região nos horários de pico da agenda.
A programação oficial, com horários exatos de cada etapa, vinha sendo detalhada pela organização nos dias que antecederam a visita. A movimentação de segurança, essa, já era visível bem antes de o relógio marcar a hora do presidente.





















