A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) afirmou ao OCP News nesta segunda-feira (16), durante evento em Jaraguá do Sul, que não acredita na possibilidade de a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Para ela, a articulação seria, na prática, uma forma de dar visibilidade à pré-candidatura de Zanatta, que disputa a reeleição este ano.
“Acredito que foi ventilado pelos filhos do presidente Bolsonaro apenas para dar um up, um gás na pré-candidatura da deputada Júlia, que concorre novamente este ano”, afirmou.
A fala vem na esteira da repercussão da última semana, quando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu publicamente o nome de Zanatta para a vaga de vice, dizendo que a parlamentar está “à altura do cargo”. Na ocasião, a catarinense respondeu que estaria “pronta para o combate” caso fosse escolhida. Flávio já afirmou que prefere uma mulher na chapa e tem até 14 de agosto, prazo da Justiça Eleitoral, para anunciar o companheiro de chapa.
Campagnolo, no entanto, classificou a hipótese como improvável.
“Não acho que seja viável, não acredito que vai acontecer”, declarou.
Apoio à decisão do partido
Apesar do ceticismo, a deputada estadual ressaltou que vai apoiar qualquer nome definido pela legenda, em nome da fidelidade partidária.
“Se a deputada Júlia for escolhida, assim como qualquer um que o partido escolher, por causa da nossa fidelidade partidária, terá o nosso apoio”, disse Ana Campagnolo.
Presidente do PL Mulher, Campagnolo afirmou que trabalha em favor do partido e que a estrutura da sigla está mobilizada para apoiar as candidaturas definidas pela direção. Segundo ela, a ala feminina reúne mais de 1.600 mulheres em cargos de direção e em diretórios pelo estado.
“Sou uma deputada do Partido Liberal e trabalho para o Partido Liberal”, afirmou. Ela acrescentou que se reserva o direito de manter posições pessoais, que disse defender publicamente.
‘Só uma fumaça’
Ao reforçar a opinião pessoal sobre o assunto, a parlamentar reiterou que enxerga a movimentação como uma estratégia para projetar o nome de Zanatta.
“Particularmente, penso que é só uma fumaça com relação a tornar o seu nome ainda mais conhecido”, concluiu.
A escolha do vice de Flávio Bolsonaro precisa ser definida até 14 de agosto, prazo final estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para o registro das chapas. Até a última atualização, não havia uma decisão oficial sobre o nome que ocupará a vaga.
























