“Eu quero expor cada ministro daquela corte que me diga que eu sou obrigado a abrir cota para trans.” A frase é de Alex Brasil (PL), deputado estadual e morador de Tijucas, que anunciou em Santa Catarina um projeto para regrar as cotas nas universidades e no concurso público estaduais.
A proposta mantém apenas a cota racial, limitada a 20%, e ainda com dois freios: o candidato precisa ser de baixa renda e ter cursado escola pública. Todas as outras modalidades em debate ficam de fora. “Estão fechando cota para trans, cota para refugiado, cota para presidiário, cota para MST, cota para toda a sacanagem que eles querem colocar dentro das universidades”, afirmou, citando o debate que corre na Udesc.
A aposta de provocar a Corte
Ele parte da premissa de que o STF, na primeira jurisprudência, tratou só da cota racial e não se posicionou sobre as demais. Por isso, diz que vai regrar o tema esperando que a questão seja judicializada de novo: “Eu quero expor cada ministro daquela corte.” O argumento central é priorizar o mérito, deixando que “o catarinense por mérito alcance seu espaço” e que os de baixa renda disputem entre si.


























