No domingo, Santa Catarina vai eleger 56 deputados no escuro. Sobram pesquisas para governador e para o Senado, mas a disputa que vai produzir mais mandatos não teve uma única que ouvisse o Estado inteiro depois de definidos os candidatos.
Falamos de Carlos Bolsonaro e da transferência de domicílio. Falamos de Carol De Toni, que em fevereiro anunciou que deixaria o PL e em agosto foi confirmada na chapa pura do partido ao Senado. Falamos de Esperidião Amin, de Topázio Neto e das pesquisas de governador, todas com Jorginho Mello na frente. Já dos 40 deputados estaduais e dos 16 federais que saem da mesma urna, quase nada se disse. É isso que esta coluna tenta corrigir.
Faço um aviso antes de seguir. Esta lista sai numa sexta-feira, com a campanha ainda nas ruas. Por isso, pode servir de diagnóstico para quem não aparece nela ou aparece só entre os que correm por fora. Talvez ainda dê tempo de marcar o café que faltou com uma liderança importante. Talvez seja o caso de trocar de cidade ou de semáforo, ainda hoje ou durante o sábado.
Afinal, em eleição proporcional a última vaga costuma ser decidida por poucos milhares de votos. Candidato e marqueteiro que souberem ler o mapa a tempo ainda podem mudar o próprio lugar nele.
Vale, primeiro, olhar para trás, porque as novidades desta campanha explicam boa parte do que a urna vai mostrar.
A primeira foi o tamanho do rearranjo. A janela partidária, fechada no início de abril, mexeu em sete das 40 cadeiras da Assembleia. O PL recebeu Camilo Martins, Jair Miotto, Marcos da Rosa e Junior Cardoso, mas perdeu Berlanda para o PSD. Lucas Neves foi para o Republicanos e Vicente Caropreso, para o União. Na Câmara, Ismael dos Santos trocou o PSD pelo PL, caminho que Ricardo Guidi tinha feito em 2024.
Foi assim que o PL chegou à campanha com 14 deputados estaduais sem ter eleito 14. O Podemos fez o caminho inverso: elegeu três em 2022 e não tem nenhum deles na chapa estadual de agora. Já o PSD viu saírem para outros partidos 242 mil dos 391 mil votos que fez para federal há quatro anos.
A segunda novidade foi institucional. União Brasil e Progressistas disputam juntos pela primeira vez, numa federação que, pelos votos de 2022, soma quase dois quocientes na Câmara e mais de cinco na Assembleia. No papel, isso muda a conta das sobras. Na prática, como mostro adiante, depende de quem continuou na chapa. Já a fusão entre PSDB e Podemos, que muita gente dava como certa, não se confirmou: o PSDB seguiu federado ao Cidadania e o Podemos foi para a disputa sozinho.
A terceira novidade tem sobrenome. Escrevi aqui, no início de setembro, que a escolha dos Bolsonaro por Santa Catarina parecia estratégia, não coincidência. Disse também que ela expunha, na própria direita, fissuras que a campanha deixou à mostra. Ana Campagnolo não aderiu ao pedido de apoio a Carlos, enquanto o material da deputada Paulinha, do Podemos, trazia só Jorginho, sem Flávio, sem Carlos e sem Carol. Nesta semana, o prefeito em exercício de Itajaí, Fernando Pegorini, do PL, declarou voto em Amin e em Carol De Toni, não em Carlos.
Para a eleição proporcional, porém, o que pesa é outro efeito. Em 2022, o voto bolsonarista para federal se concentrou em Carol De Toni e Jorge Goetten. Como ela agora disputa o Senado e ele foi para o Republicanos, esse voto chega a 2026 dividido entre mais nomes. Um deles é Jair Renan, que recebeu do partido os mesmos R$ 3 milhões dos deputados em exercício.
A quarta novidade foi justamente o dinheiro. Até esta sexta-feira, os candidatos catarinenses declararam ter recebido dos partidos R$ 145 milhões do fundo eleitoral. Só os do PL ficaram com R$ 38,9 milhões, mais que o dobro do que receberam os de qualquer outro partido.
Houve também as dificuldades. Três pesquisas foram suspensas pela Justiça Eleitoral, uma delas liberada depois. Maurício Eskudlark, dono de quase 66 mil votos em 2022, ficou fora da disputa por motivo de saúde. Dois deputados, além disso, enfrentaram casos na polícia e na Justiça em plena campanha.
Com Marcos Vieira, a Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em espécie, perto de uma agência bancária de Florianópolis. O gabinete afirma que o dinheiro foi sacado da conta do próprio deputado para um investimento particular. Uma decisão liminar no TRE-SC, revelada pelo Portal Upiara, apontou que a abordagem ocorreu sem inquérito, flagrante ou mandado. Registrou também que a origem bancária do dinheiro está, em princípio, demonstrada. A própria PF diz que não há conclusão sobre crime, mas o valor segue retido.
O outro caso é o de Ivan Naatz. Uma ação da coligação adversária do PL em Penha, encabeçada pelo PSD, o acusa de prometer R$ 5 milhões em emenda num palanque da cidade, em 2024. O TRE-SC rejeitou a acusação por cinco votos a dois, mas em março a Procuradoria-Geral Eleitoral deu parecer em sentido contrário. Naatz respondeu que o caso deveria ser arquivado, por ter dois pareceres anteriores do Ministério Público a seu favor.
No TSE, o julgamento está suspenso por um pedido de vista, com o placar em quatro a zero contra ele. Enquanto não termina, Naatz segue candidato.
No meio de tudo isso, faltou o principal. Das 36 pesquisas que o TSE registrou em Santa Catarina neste ano, só cinco incluem o cargo de deputado. Uma é de abril, quando as candidaturas ainda não existiam, enquanto as outras quatro são regionais: duas no Planalto Norte, uma no Alto Vale do Itajaí e uma em Itapema.
Nem a véspera muda esse quadro. Das quatro pesquisas com divulgação marcada para este sábado, três deixam os deputados de fora: Quaest, AtlasIntel e Veritá. A quarta, da Clenix, inclui o cargo, mas ouve só 13 municípios do Planalto Norte. É por isso que chamo esta de “a eleição que ninguém pesquisou”.
Não é pesquisa, é conta
O que segue, portanto, não é pesquisa. Quem lhe mostrar uma pesquisa estadual de deputado com os nomes da urna está mostrando algo que o TSE não registrou. O que existe é prospecção, a leitura de quem acompanha o ambiente político há tempo suficiente para reconhecer sinais que os números ainda não mostraram.
A minha se apoia em três pilares: o desempenho eleitoral de quem busca a reeleição, o dinheiro de campanha e o engajamento nas redes sociais. O dinheiro pesa porque a quantia que um partido destina a cada nome revela a prioridade real da legenda. Já as redes explicaram, em 2022, votações que ninguém previu, a começar pelos 196,6 mil votos de Ana Campagnolo.
Na reta final, acrescentei um quarto pilar: o que mudou para cada nome desde 2022. Entram aí a troca de partido, o rompimento com um padrinho político, a derrota em casa na eleição municipal e a declaração que contrariou a própria base. Mandato e dinheiro ajudam, mas não seguram o eleitor que se sentiu deixado para trás. Por isso o leitor verá deputado com mandato e candidato bem financiado fora da lista.
Esses sinais, porém, só ordenam os nomes dentro de cada chapa. Quantas cadeiras cada uma leva depende de outro filtro, o quociente eleitoral, que em 2022 foi de 100.101 votos na Assembleia e de 248.115 na Câmara. Com um eleitorado 4,3% maior, a conta de domingo deve ficar perto de 105 mil votos por cadeira estadual e de 260 mil por cadeira federal.
A chapa que não alcança 80% desse quociente não disputa as sobras, por mais votado que seja o seu primeiro nome. É a linha dos 80%, cerca de 84 mil votos na Alesc e 207 mil na Câmara. O inverso também vale: em 2022, o deputado estadual eleito com menos votos teve 12.390 e o federal, 51.824. Os dois ficaram atrás de candidatos que não se elegeram, mas entraram porque a chapa pagou a cadeira.
Guarde ainda uma regra que quase ninguém conhece. Para ocupar uma vaga de sobra, o candidato precisa ter sozinho 20% do quociente, um piso de cerca de 21 mil votos na Alesc e 52 mil na Câmara. Parece detalhe, mas em 2022 custou à federação do PT a quinta vaga estadual e a terceira federal. A chapa tinha votos para as duas, só que faltou um candidato que alcançasse o piso.
Com essas regras, fiz a conta: estimei os votos de cada chapa e de cada candidato dentro dela, depois apliquei a distribuição oficial das cadeiras. Repeti o exercício com votações maiores e menores, para ver quais cadeiras resistem e quais mudam de dono. Por fim, confrontei a minha lista com a de favoritos que o jornalista Upiara Boschi publicou em 29 de setembro, num levantamento que ele faz desde 2014. Olhei também as projeções regionais das últimas semanas, sempre para testar a conta, jamais para copiar a lista de ninguém.
Antes dos nomes, é preciso desfazer um mito: o PL não elegeu 14 estaduais e 7 federais em 2022. Elegeu 11 e 6. Como o resto veio de filiações posteriores, o partido precisa crescer para confirmar na urna o que ganhou fora dela. Naquele ano, com Bolsonaro em 69% no segundo turno catarinense, o PL fez 22% dos votos para a Alesc e 24% para a Câmara. Converteu um terço da onda.
Falta dizer onde está a disputa. Na minha simulação, cerca de 33 das 40 cadeiras da Assembleia e 10 das 16 da Câmara saem pelo quociente cheio. Salvo surpresa no total de alguma chapa, essas 43 já têm partido definido, enquanto as outras 13 saem das sobras. É nelas que a eleição se decide e é nelas que a divisão por partido pode desmentir esta prospecção.
O placar na Alesc
O desenho que a conta produz dá 14 cadeiras ao PL, cinco à federação União-PP, cinco ao MDB, cinco à federação do PT, quatro ao PSD e três ao Republicanos. As quatro restantes ficam com Podemos, Novo, PDT e PSOL-Rede, uma para cada.
O PL mantém as 14 cadeiras que tem hoje, embora não com os mesmos nomes. No topo está Ana Campagnolo, mais votada sem concorrência, seguida por cinco deputados que passaram de 39 mil votos em 2022. Dos eleitos pelo PL naquela eleição que mantenho na lista, Oscar Gutz é o de menor votação. Fica nela pela base concentrada no Alto Vale, onde muitos aliados dele se elegeram em 2024, como registrou Upiara Boschi nesta sexta-feira.
Outros dois já passaram pela Casa e tentam voltar. Bruno Souza foi deputado até 2022, enquanto Massocco se elegeu pelo PL naquele ano e saiu para ser prefeito de Concórdia.
Em Joinville abriu-se um espaço, porque Sargento Lima, que teve 71 mil votos em 2022, trocou a Alesc pela disputa da Câmara. Esse espaço fica com Maurício Peixer, suplente em 2022 e deputado titular desde janeiro de 2025, ao lado de Wilian Tonezi, o vereador mais votado de Santa Catarina em 2024.
No Sul, entram dois nomes sem mandato. Guilherme Colombo recebeu R$ 1 milhão do partido e faz campanha ao lado da mulher, a deputada Júlia Zanatta. Já Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil até março, arrecadou R$ 644 mil, mais da metade em doações de pessoas físicas.
A aposta mais difícil da chapa está em Blumenau. A cidade tem três nomes de peso do PL, Ivan Naatz, Marcos da Rosa e Mário Hildebrandt, mas não tem voto para todos. Na lista entra só Naatz.
Naatz ganhou nesta sexta-feira o apoio declarado do prefeito Egidio Ferrari, que pediu voto para o deputado em vídeo. Hildebrandt governou a cidade de 2018 a 2024 e se elegeu em 2020 com 108,6 mil votos no segundo turno. Só que chega desgastado, porque contratos da sua gestão são alvo de operações do Gaeco. O Ministério Público informou em maio que nenhum prefeito era investigado nas três operações daquele mês. Hildebrandt afirma que não é alvo e que ele próprio entregou documentos aos promotores. Fica como o primeiro de fora, mas com votação para desmentir esta coluna.
Também fica de fora na cidade o deputado Marcos da Rosa, que teve 25,8 mil votos em 2022 pelo União. Ele é pastor da Assembleia de Deus, que, segundo o Informe Blumenau, encaminhou apoio a três nomes para a Alesc. O voto da igreja chega dividido.
Ele não é o único deputado do PL que deixo de fora. O corte do partido, que é a votação do último eleito da chapa, deve ficar acima dos 30 mil votos. Abaixo dele ficam, na minha ordem, três deputados que hoje têm mandato pelo PL: Jair Miotto, Marcos da Rosa e Junior Cardoso. Nenhum chegou a 34 mil votos em 2022 nem se elegeu pelo PL naquele ano: dois conquistaram o mandato pelo União e o terceiro ficou como suplente do PTB.
Admito que aqui contrario o pilar do dinheiro. A direção do PL repassou R$ 250 mil a cada um dos três, o mesmo valor dos demais deputados da chapa, à exceção de Ana Campagnolo, que recebeu mais. Já Bruno Souza, Tonezi e Ulisses Gabriel receberam da direção R$ 150 mil cada um, enquanto Massocco não declarou repasse do partido.
Miotto disputa ainda o voto da Igreja Quadrangular com Narcizo Parisotto, antigo aliado que hoje é candidato pelo União. Junior Cardoso, de Camboriú, fez 14,7 mil votos pelo PTB em 2022 e divide com Marcos da Rosa o voto da Assembleia de Deus.
Alex Brasil também era suplente em 2022, mas fica na lista. Tem mandato desde 2025, uma das maiores arrecadações da chapa e a bandeira da lei contra cotas raciais que o STF derrubou em abril.
A cadeira dele é, na minha conta, a décima quarta do PL e a última a ser distribuída na Assembleia. Se o partido fizer 15, entra Hildebrandt. Se fizer 13, a vaga muda de chapa, com a federação União-PP na frente da fila.
Os 14 do PL: Ana Campagnolo (196,6 mil votos em 2022), Jessé Lopes (55 mil, Criciúma), Carlos Humberto (46,4 mil, Balneário Camboriú), Ivan Naatz (45,3 mil, Blumenau), Camilo Martins (44,9 mil pelo Podemos, Palhoça), Marcius Machado (39,7 mil, Lages), Bruno Souza (ex-deputado, 86,6 mil votos para federal pelo Novo em 2022), Massocco (31,7 mil, Concórdia), Oscar Gutz (26,8 mil, Alto Vale), Maurício Peixer (22 mil, Joinville), Wilian Tonezi (vereador de Joinville), Guilherme Colombo (Criciúma), Ulisses Gabriel (ex-delegado-geral da Polícia Civil) e Alex Brasil (20,3 mil, Florianópolis).
A federação do União com o PP leva cinco. O mais votado deve ser Gean Loureiro, que teve 555,6 mil votos para governador em 2022 e tenta voltar à Casa onde já foi deputado. A quinta vaga, que dou a Sérgio Guimarães, é a mais exposta da chapa. Na cola dele está Silvio Dreveck, ex-presidente da Alesc, que somou 45,5 mil votos para federal em 2022. Se a federação fizer seis, entram os dois.
Os cinco da federação União-PP: Gean Loureiro (ex-prefeito de Florianópolis), Dr. Vicente Caropreso (39,8 mil pelo PSDB, Jaraguá do Sul), Altair Silva (46,1 mil, Oeste), Pepê Collaço (28,8 mil, Tubarão) e Sérgio Guimarães (28 mil, Palhoça).
O MDB elegeu seis em 2022 e fica com cinco. Perdeu Antídio Lunelli para a disputa do Senado e perdeu Volnei Weber, hoje suplente na chapa de Amin, dois nomes que juntos somaram 120 mil votos. As três primeiras cadeiras são as reeleições mais sólidas do partido, enquanto a quarta fica com Tiago Zilli pelo peso do mandato.
A quinta, a mais frágil do partido, vai para Emerson Stein, ex-prefeito de Porto Belo, que exerceu o mandato como suplente por mais de dois anos. Quem a ameaça é João Cobalchini, presidente da Câmara de Florianópolis e dono da maior arrecadação do MDB para a Assembleia. Para tomá-la, ele precisa multiplicar por cinco ou seis os 5 mil votos que fez para vereador em 2024.
Os cinco do MDB: Mauro de Nadal (67,1 mil, Oeste), Jerry Comper (64,1 mil, Alto Vale), Fernando Krelling (54,3 mil, Joinville), Tiago Zilli (33,7 mil, Extremo Sul) e Emerson Stein (25,1 mil, Porto Belo).
A federação do PT tem quatro deputados e, nesta lista, faz cinco. A quinta é a cadeira que a chapa perdeu em 2022 pela regra dos 20%, quando o quinto nome ficou em 16,8 mil votos, contra um piso de 20 mil. O risco se repete agora, com o piso perto de 21 mil, porque nenhum dos nomes cotados para a vaga passou de 13 mil votos numa disputa para deputado.
Entre eles, escolho Jean Volpato, vereador de Blumenau, que tem o apoio declarado de Décio Lima e de Ana Paula Lima. Correm com ele a ex-vereadora de Joinville Ana Lúcia Martins, o ex-prefeito de Rio do Campo Rodrigo Preis e o advogado Arlindo Rocha, que disputou a prefeitura de Criciúma em 2024. É a aposta mais arriscada da lista estadual: se nenhum deles alcançar o piso, a cadeira sai da esquerda outra vez.
Os cinco da federação do PT: Luciane Carminatti (92,5 mil, Chapecó), Neodi Saretta (38,7 mil, Concórdia), Fabiano da Luz (35 mil, Oeste), Padre Pedro (26,8 mil, Extremo Oeste) e Jean Volpato (12,5 mil, Blumenau).
O PSD também cresce, de três eleitos em 2022 para quatro. Perdeu Júlio Garcia para a disputa da Câmara, mas ganhou dois nomes com estrutura. Um é Clésio Salvaro, ex-prefeito de Criciúma, que aparece na lista de Upiara como aposta para mais votado do partido. A outra é Marlene Fengler, ex-deputada, que foi secretária-geral da Alesc na gestão de Júlio Garcia e faz campanha em dobradinha com ele. É dela a maior arrecadação do PSD para a Assembleia, de R$ 1,25 milhão.
Quem fica de fora é Berlanda, o deputado estadual que mais me custou tirar da lista. Ele fez 41,5 mil votos em 2022 com o 22 do PL na urna e trocou o partido pelo PSD na janela. Curitibanos, sua base, deu um quarto desses votos e o restante precisa acompanhá-lo para outra legenda. Entra se superar Napoleão Bernardes, que fica com a quarta cadeira do PSD e tem base em Blumenau, onde candidatos de ao menos cinco partidos disputam o mesmo eleitorado.
Os quatro do PSD: Clésio Salvaro (ex-prefeito de Criciúma), Mário Motta (56,4 mil, Grande Florianópolis), Marlene Fengler (54,9 mil para federal em 2022) e Napoleão Bernardes (36,9 mil, Blumenau).
O Republicanos sai de um deputado em 2022 para três agora, num crescimento que vem quase todo da migração. Lucas Neves chegou do Podemos com o maior caixa da chapa, enquanto Sérgio Motta repete um voto evangélico espalhado pelo Estado. A terceira cadeira é que não tem dono.
Meu nome para a vaga é Jean Kuhlmann, de Blumenau, deputado por três mandatos, que teve 28,8 mil votos em 2018, na última vez em que concorreu.
A fila atrás dele é longa. Nela está Anna Carolina, a vereadora mais votada de Itajaí, ao lado de Acélio Casagrande, que somou 39 mil votos em 2022 pelo PSDB, dois terços deles em Criciúma. Acélio fica atrás de Kuhlmann porque declarou até aqui R$ 100 mil de arrecadação e divide Criciúma com Clésio Salvaro e Jessé Lopes. Completam o grupo o ex-prefeito de Biguaçu Salmir da Silva e o ex-prefeito de Indaial André Moser.
O partido já esbarrou na regra dos 20% em 2022, quando tinha voto para uma segunda vaga e ficou sem ela. Se a terceira cadeira de agora vier por sobra, quem a ocupar terá de passar de 21 mil votos.
Os três do Republicanos: Sérgio Motta (44,7 mil), Lucas Neves (23,1 mil pelo Podemos, Lages) e Jean Kuhlmann (ex-deputado, Blumenau).
Restam quatro chapas com uma cadeira cada. Podemos e Novo devem passar de um quociente cheio, o primeiro com uma chapa inteiramente refeita e o segundo com um mandato para defender. Já PDT e PSOL-Rede dependem da linha dos 80%, que em 2022 superaram por 2 mil e 4,5 mil votos.
Desta vez, os dois precisam crescer, porque repetir 2022, com a linha perto de 84 mil votos, deixaria o PDT abaixo dela e o PSOL-Rede no limite. Passar da linha também pode não bastar, já que a última cadeira da Assembleia deve custar perto de 90 mil votos.
E a federação PSDB-Cidadania, que elegeu dois deputados em 2022 com 236 mil votos? Fica sem cadeira nesta conta, porque quatro dos cinco mais votados daquela chapa foram para outros partidos. Permaneceu Marcos Vieira, que fez 48,5 mil votos e atravessa a reta final sob o desgaste da apreensão de dinheiro. Mesmo que ele repita a votação, vão faltar cerca de 35 mil votos só para alcançar a linha dos 80%. Esses votos terão de vir de uma chapa em que nenhum outro candidato passou de 5 mil para deputado em 2022.
Os quatro das chapas menores: Osmar Teixeira (Podemos, 24,5 mil pelo Solidariedade em 2022 e 42,7 mil para prefeito de Itajaí pelo PSD em 2024), Matheus Cadorin (Novo, 12,4 mil, Joinville), Rodrigo Minotto (PDT, 28,7 mil, Sul) e Marquito (PSOL, 40,3 mil, Florianópolis).
O placar na Câmara
Aqui a conta é mais apertada. O desenho dá seis cadeiras ao PL, três à federação do PT, duas ao Republicanos e duas ao MDB, enquanto federação União-PP, PSD e Novo ficam com uma cada.
O PL deu R$ 3 milhões a cada um de sete candidatos, mas aposto que elege seis e que um deles vem de fora desse grupo. Quatro são deputados e não têm mistério, enquanto o quinto é a grande variável desta eleição.
Jair Renan tem 3.033 votos como vereador de Balneário Camboriú e nenhuma base territorial. Mas tem também o mesmo dinheiro dos deputados, o nome do pai na urna e o número 2222, com o qual Jorge Goetten fez 159 mil votos em 2022. Considero-o eleito, seja como o mais votado da chapa, seja roçando o corte. Nada entre esses dois extremos me surpreenderia.
A sexta cadeira foi a decisão mais difícil desta lista. Zé Trovão e Ricardo Guidi têm mandato na Câmara e os R$ 3 milhões do partido, enquanto Sargento Lima é deputado estadual e recebeu R$ 500 mil. Mesmo assim escolho Lima, de novo contra o meu pilar do dinheiro.
Ele tirou de Joinville, o maior colégio eleitoral do Estado, mais da metade dos votos que teve em 2022. Faz ainda dobradinha com três candidatos do PL à Alesc, todos nesta lista. Carrega também uma derrota na cidade, onde ficou em segundo na eleição para prefeito de 2024, com 35,7 mil votos.
Joinville é também o principal reduto de Zé Trovão, que em 2022 foi o menos votado entre os eleitos do PL, com 71 mil votos. Ele chega, em compensação, com 1,2 milhão de seguidores e R$ 40,7 milhões em emendas pagas em 2025, o maior valor entre os deputados federais catarinenses. Ao deixá-lo de fora, contrario mais um pilar, o das redes.
O deputado tem, por outro lado, atritos no próprio campo. Em julho, num podcast, chamou de covarde o silêncio de Jair Bolsonaro depois da derrota de 2022. Na mesma entrevista, disse que Bolsonaro foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Em setembro, pediu ao TSE a suspensão do reajuste do Bolsa Família, medida que a campanha de Flávio Bolsonaro tinha decidido não contestar na Justiça. O relator rejeitou a ação no mesmo dia, por entender que o deputado não tinha legitimidade para o pedido.
Ricardo Guidi, por sua vez, se elegeu pelo PSD em 2022, com 74 mil votos. Dois anos depois, já no PL, ficou em segundo na eleição para prefeito de Criciúma, com 40 mil votos, atrás do candidato de Clésio Salvaro. Hoje o PSD faz campanha na cidade para Júlio Garcia, enquanto Guidi ainda divide o voto de Criciúma com Zanatta e Freitas.
Posso estar errado nessa escolha, porque a distância entre os três é menor que a margem de erro de qualquer estimativa. Se o PL fizer sete cadeiras, entra um dos dois que deixei de fora. Atrás deles vem João Paulo Kleinübing, que tem o apoio declarado do prefeito de Blumenau, onde disputa voto com Ismael dos Santos.
Os seis do PL: Júlia Zanatta (111,6 mil votos em 2022), Ismael dos Santos (110,5 mil pelo PSD), Daniel Freitas (108 mil), Daniela Reinehr (84,6 mil), Jair Renan Bolsonaro (estreante em eleição de deputado) e Sargento Lima (71,2 mil para estadual).
A federação do PT sobe de duas para três e as duas reeleições são as mais tranquilas da Câmara fora do PL. Já a terceira cadeira, a última da Casa na minha conta, é a que a esquerda perdeu em 2022 pela regra dos 20%. Naquele ano, Carla Ayres fez 39,6 mil votos e Giovana Mondardo, 38,9 mil, contra um piso de 49,6 mil. Em 2026, as duas concorrem de novo, agora ao lado de Vanessa da Rosa.
Carla e Giovana chegam praticamente empatadas. Giovana tem perto do dobro do dinheiro e o título de vereadora mais votada de Criciúma em 2024, enquanto Carla tem, até agora, o menor caixa das três.
Mesmo assim, a cadeira fica com Carla Ayres nesta lista, mais uma vez contra o dinheiro. Desempato pelo mandato de deputada federal, que ela exerceu por pouco menos de quatro meses em 2024, na licença de Uczai. Desempato também por Florianópolis, onde ela quase triplicou naquele ano a votação de vereadora de 2020 e de onde saiu quase metade dos seus votos de 2022. Se o voto se dividir outra vez e nenhuma alcançar o piso, a cadeira vai para o sétimo nome do PL ou para o segundo da federação União-PP.
Os três da federação do PT: Pedro Uczai (173,5 mil, segundo mais votado do Estado em 2022), Ana Paula Lima (148,8 mil) e Carla Ayres (39,6 mil).
O Republicanos não elegeu ninguém em 2022 e desta vez leva duas cadeiras, o que exige mais que triplicar os 120 mil votos que fez para federal naquele ano. A aposta se apoia na migração, porque a chapa reúne três nomes que somaram 301 mil votos em 2022 por outros partidos. Apoia-se também no dinheiro, já que só o PL arrecadou mais que os R$ 15,6 milhões dela na disputa para federal.
Em 2022, Geovania de Sá ficou como suplente pelo PSDB e exerceu o mandato na maior parte da legislatura. Já Jorge Goetten concorreu pelo PL com o número que hoje é de Jair Renan, por isso ninguém sabe quanto daquele voto era dele e quanto era da legenda. Acredito que, mesmo perdendo boa parte, ele fica entre os dois primeiros da chapa, à frente de Darci de Matos e do jornalista Paulo Alceu.
Os dois do Republicanos: Geovania de Sá (84,5 mil pelo PSDB) e Jorge Goetten (159,3 mil pelo PL, terceiro mais votado de 2022).
O MDB cai de três para duas, porque a terceira cadeira era de Carlos Chiodini, que levou seus 80 mil votos para a chapa de João Rodrigues como vice. O partido tenta recuperá-la com Rodrigo Coelho, ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de Joinville, mas a conta não lhe entrega essa sobra.
Os dois do MDB: Valdir Cobalchini (98,1 mil) e Rafael Pezenti (68,2 mil).
A federação do União com o PP fica com uma, embora no papel tivesse quase duas. Em 2022, separados, os dois partidos somaram 489 mil votos e o PP só ficou sem vaga pela regra dos 20%. Só que quase metade daqueles votos era de candidatos que não disputam nada agora.
A cadeira é de Zé Milton Scheffer, que na lista de Upiara é a aposta de mais votado da federação. Fábio Schiochet tem mandato e a maior arrecadação da federação para a Câmara, de R$ 3,1 milhões, mas foi o eleito com menos votos em 2022, com 51,8 mil. A segunda cadeira, se existir, exige justamente um nome acima de 52 mil votos. Schiochet a disputa com o ex-governador Carlos Moisés e com Angela Amin.
O único da federação União-PP: Zé Milton Scheffer (56,6 mil para estadual em 2022, Extremo Sul).
No PSD, restam dois nomes competitivos para uma vaga que pode nem existir, se o partido ficar abaixo dos 207 mil votos. Pelo nome e pelo histórico, o favorito é Raimundo Colombo, ex-governador que fez 608 mil votos para o Senado em 2022 e carrega a bandeira da Serra.
Ainda assim, fico com Júlio Garcia, porque eleição de deputado se ganha com articulação política. A de quem preside a Assembleia pela quarta vez pesa. Pesa também o apoio declarado de Topázio Neto, prefeito de Florianópolis, mesmo com os dois em coligações distintas. É uma das apostas mais arriscadas desta lista, tanto que não me surpreenderá se a cadeira for de Colombo.
O único do PSD: Júlio Garcia (50 mil para estadual em 2022, presidente da Alesc).
No Novo, o risco não é do candidato. Gilson Marques foi o segundo deputado federal catarinense em emendas pagas em 2025 e teve mais votos que seis dos eleitos em 2022. O risco é da legenda, que fez 244 mil votos há quatro anos, 98% de um quociente. Acontece que quase 87 mil deles eram de Bruno Souza, que hoje está no PL, enquanto o partido precisa de ao menos 207 mil para disputar a sobra.
Acho que passa, ainda que com pouca folga, porque a chapa declarou R$ 8,8 milhões de arrecadação. É mais do que PSD e Podemos, que vivem perto da mesma linha na Câmara.
O único do Novo: Gilson Marques (87,9 mil).
Quem corre por fora
Na Câmara, a fila começa dentro do PL, com Zé Trovão e Ricardo Guidi à frente de João Paulo Kleinübing. Fora do partido, o nome mais perto de entrar é Fábio Schiochet, que disputa com Carlos Moisés e Angela Amin uma eventual segunda cadeira da federação União-PP. Na federação do PT, Giovana Mondardo briga com Carla Ayres pela terceira cadeira. Já Paulinha depende de o Podemos cruzar os 207 mil votos. Se cruzar, ela entra quase automaticamente e derruba a última sobra da Câmara.
Darci de Matos e Paulo Alceu ameaçam os dois favoritos do Republicanos, enquanto no MDB a terceira cadeira passa por Rodrigo Coelho. No PSD, Raimundo Colombo disputa com Júlio Garcia a única vaga que a conta dá ao partido. O terceiro nome é João Martins, de Brusque, que tem a terceira maior arrecadação da chapa e o apoio da família Hang. Só entra se superar um dos dois e se o PSD fizer duas cadeiras, o que exigiria uns 60% a mais de votos do que a conta lhe atribui.
Na Assembleia, a fila é mais longa. Dentro do PL, Mário Hildebrandt é o primeiro, seguido pelos deputados Marcos da Rosa e Jair Miotto. Chica do Eskudlark, Saulo Sperotto e Sorgatto vêm depois, com Junior Cardoso mais atrás. Todos dependem de o partido fazer 15 ou de um dos nomes sem mandato ficar pelo caminho.
Nas outras chapas, o alvo é a última cadeira. Silvio Dreveck e Márcio Dedé ameaçam a quinta da federação União-PP. A de Emerson Stein, no MDB, está na mira de João Cobalchini e de Jorge Koch, herdeiro político de Volnei Weber. Ana Lúcia Martins, Rodrigo Preis e Arlindo Rocha disputam com Jean Volpato a quinta do PT, enquanto Berlanda ameaça Napoleão Bernardes no PSD. No Republicanos, Anna Carolina, Acélio Casagrande, Salmir da Silva e André Moser brigam com Jean Kuhlmann pela terceira.
Odair Tramontin, que fez 56 mil votos para prefeito de Blumenau em 2024, pode tomar a cadeira de Matheus Cadorin ou abrir a segunda do Novo. Com o apoio do prefeito Topázio Neto em Florianópolis, Fábio Botelho pode superar Osmar Teixeira no Podemos. Já Marcos Vieira só entra se a federação PSDB-Cidadania alcançar a linha dos 80%.
O que ainda pode mudar a conta
Uma prospecção honesta precisa dizer onde pode cair. Fora a ordem dos nomes dentro de cada chapa, que já discuti caso a caso, esta tem quatro pontos frágeis.
O primeiro é o tamanho do PL. A lista supõe que o partido mantém as 14 cadeiras estaduais e fica com seis federais, uma a menos que hoje. Só que as 14, na minha conta, pedem perto de 30% dos votos para a Assembleia, contra 22% em 2022. Se a onda for maior, entram um décimo quinto estadual e um sétimo federal, este provavelmente no lugar da terceira cadeira do PT. Se for menor, a décima quarta estadual vai para outra chapa e a primeira da fila é a federação União-PP.
O segundo é a linha dos 80%. Na Assembleia, PDT e PSOL-Rede vivem perto dela, com a federação PSDB-Cidadania logo abaixo. Na Câmara, Novo e PSD estão pouco acima e o Podemos, pouco abaixo. Quem não chegar lá perde a única cadeira que tem para uma chapa mais forte.
O terceiro é a regra dos 20%. Ela pesa sobre duas apostas desta lista, a quinta cadeira estadual e a terceira federal do PT. Pesa também sobre a segunda da federação União-PP na Câmara e pode pesar sobre a terceira do Republicanos na Alesc, se ela vier por sobra.
O quarto não é eleitoral, é judicial. O julgamento de Ivan Naatz no TSE pode alterar a composição depois da apuração. A urna decide no domingo, mas a Justiça Eleitoral pode decidir depois.
Devo ainda uma palavra sobre o que esta lista não pretende. Não cabe a uma coluna torcer por nome algum. O leitor que procurar aqui uma preferência vai perder tempo. O que cabe ao analista é olhar para os números que existem, reconhecer os que não existem e dizer o que a conta permite. Discorde de dez nomes, se quiser. Do quociente, não dá para discordar.
Se esta prospecção estiver certa, o PL terá seis das 16 cadeiras catarinenses na Câmara e 14 das 40 na Assembleia. É a maior bancada nos dois casos, mas não é maioria em nenhum. O governador que sair das urnas, seja quem for, terá de negociar na Assembleia fora da própria coligação. A de Jorginho Mello somaria 19 cadeiras, duas a menos que a maioria, enquanto a de João Rodrigues ficaria em 14 e a de Gelson Merísio, em sete.
Há ainda outra eleição a caminho. Júlio Garcia deixa a Assembleia para tentar a Câmara, o que abre a disputa pela presidência da Casa. Ela começa na segunda-feira, dia 5, antes mesmo da posse dos eleitos. Vai haver briga forte para herdar o trono, travada com as bancadas que saírem das urnas no domingo.
Tenho a percepção de que três nomes largam na frente. Clésio Salvaro pode se confirmar como o indicado do próprio Júlio Garcia para a sucessão. Carlos Humberto pode ser o nome do bolsonarismo. Gean Loureiro pode ser o da pacificação, porque transita entre os mais variados espectros políticos e conhece muito bem o poder.
Volto, então, à eleição que ninguém pesquisou. Ela não teve pesquisa estadual com os nomes da urna, não teve debate e não ocupou manchete. Ainda assim, vai definir quem aprova o orçamento do Estado, quem fiscaliza o governador e quem representa Santa Catarina em Brasília.
Na proporcional, o candidato não disputa contra o adversário. Disputa contra a própria chapa e contra o quociente. Quem entender isso vai ler a apuração de domingo de outro jeito. Talvez entenda, antes dos próprios candidatos, por que alguns dos mais votados vão para casa e alguns dos menos votados vão para Brasília.
Passada a apuração, retorno a este espaço com outra conta, a dos erros. Vou analisar os que, a meu ver, marcaram as principais campanhas majoritárias. Vou tratar também de alguns candidatos ao parlamento que largaram como favoritos e fizeram campanha de vereador, sem demérito algum da função. Isso, porém, é assunto para depois de domingo.
A lista completa
Deputados federais
- Júlia Zanatta PL
- Ismael dos Santos PL
- Daniel Freitas PL
- Daniela Reinehr PL
- Jair Renan Bolsonaro PL
- Sargento Lima PL
- Pedro Uczai PT
- Ana Paula Lima PT
- Carla Ayres PT
- Geovania de Sá Republicanos
- Jorge Goetten Republicanos
- Valdir Cobalchini MDB
- Rafael Pezenti MDB
- Zé Milton Scheffer PP
- Júlio Garcia PSD
- Gilson Marques Novo
Deputados estaduais
- Ana Campagnolo PL
- Jessé Lopes PL
- Carlos Humberto PL
- Ivan Naatz PL
- Camilo Martins PL
- Marcius Machado PL
- Bruno Souza PL
- Massocco PL
- Oscar Gutz PL
- Maurício Peixer PL
- Wilian Tonezi PL
- Guilherme Colombo PL
- Ulisses Gabriel PL
- Alex Brasil PL
- Gean Loureiro União Brasil
- Dr. Vicente Caropreso União Brasil
- Altair Silva PP
- Pepê Collaço PP
- Sérgio Guimarães União Brasil
- Mauro de Nadal MDB
- Jerry Comper MDB
- Fernando Krelling MDB
- Tiago Zilli MDB
- Emerson Stein MDB
- Luciane Carminatti PT
- Neodi Saretta PT
- Fabiano da Luz PT
- Padre Pedro PT
- Jean Volpato PT
- Clésio Salvaro PSD
- Mário Motta PSD
- Marlene Fengler PSD
- Napoleão Bernardes PSD
- Sérgio Motta Republicanos
- Lucas Neves Republicanos
- Jean Kuhlmann Republicanos
- Osmar Teixeira Podemos
- Matheus Cadorin Novo
- Rodrigo Minotto PDT
- Marquito PSOL
Observação: a ordem das listas é por chapa e, dentro de cada chapa, por força estimada. Não é ranking de votação.
© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/opiniao/a-eleicao-que-ninguem-pesquisou
















