Bryan Martins de Souza, de 12 anos, morreu na tarde do último domingo, dia 31 de maio, no Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul. A morte foi provocada por um choque cardiogênico associado a uma infecção viral.
O menino começou a apresentar sintomas no fim de semana. Segundo o relato da mãe, Maria Elene Martins, Bryan teve dor de garganta, um quadro de febre com suor e temperatura corporal baixa, além de episódios de vômito durante a noite. Ainda em casa, foi medicado e acompanhado pela família.
Na manhã de domingo, sem sinais de melhora, os pais acionaram o SAMU. O atendimento começou em casa, e o garoto foi levado de ambulância ao pronto-socorro do Hospital Regional Alto Vale. Conforme a mãe, mesmo sentindo dor, Bryan se emocionou com a primeira viagem de ambulância e conversou animado com a equipe durante o trajeto.
No hospital
No hospital, o menino ficou na sala de observação infantil e recebeu soro e medicação intravenosa. De acordo com o relato da família, o quadro foi se agravando ao longo das horas, com queda acentuada da glicemia e piora das condições clínicas. Apesar dos cuidados, Bryan não resistiu.
As homenagens
A morte abalou a comunidade de Rio do Sul. A EEB Alfredo Dalfovo, onde Bryan estudou até o ano passado, divulgou nota lamentando o falecimento e descreveu o ex-aluno como um bom aluno, alegre e carinhoso. Familiares e amigos também se manifestaram nas redes sociais, lembrando o sorriso e a timidez do menino.

Com certeza meu filho Bryan está junto do Pai celestial, porque Deus tem seus propósitos.
A frase é da mãe, Maria Elene Martins, em uma das homenagens ao filho.
O relato da mãe
Em uma publicação, Maria Elene compartilhou em detalhes as horas que antecederam a morte do filho. Leia, na íntegra, o relato da mãe:
Uma dor de garganta, quadro de febre estranho, sudorese e temperatura corporal baixa, passou a noite com episódios de vômitos, as pontas de alguns dedinhos arroxeadas. Medicado com amoxicilina, ibuprofeno e dipirona, nos horários e intervalos corretos, e assim passamos o nosso sábado à noite!
Ao amanhecer de domingo, não vendo quadro de melhora, a solução foi chamar o SAMU. A ajuda veio logo, para conduzi-lo ao hospital com mais conforto. Recebido o atendimento necessário em casa, foi conduzido ao pronto-socorro do Hospital Regional Alto Vale. Partimos de casa em busca da melhora, da cura, da ajuda mais especializada. O menino, com dor, foi feliz e esperançoso, acreditando que receber ajuda médica e cuidado hospitalar seria o suficiente! Diagnóstico pelo SAMU: desidratação com quadro de hipotermia.
Em casa, ficou sob cuidados constantes, lençol térmico, medicado conforme o conhecimento de outros episódios de faringite e garganta. Uma noite intensa.
O percurso da ida ao hospital foi sua primeira volta na ambulância, o sonho de qualquer criança, um dia talvez ser bombeiro. A conversa com a equipe fez o menino sorrir mesmo com dor, respondeu atentamente a todas as perguntas. E assim foi o percurso, descontraído. Ele ficou emocionado quando o SAMU acelerou e ligou o giroflex; para aquela criança inocente, a sensação foi um presente.
Enquanto aguardávamos o atendimento, ficamos na sala de observação infantil. Recebeu soro fisiológico e medicação intravenosa. Com o passar das horas, veio o pessoal do laboratório; a pele fria e desidratada não permitia localizar uma artéria visível e, após algumas tentativas, foi possível a coleta para o exame.
O frio aumentou, a pele cada vez mais roxa nas pontas dos dedos e nos pés. Um tempo depois começou uma dor latejante nas extremidades das mãos, dos pés e nas coxas. Chamamos ajuda médica. Na avaliação, o diagnóstico: quadro de glicemia em 33, muito abaixo do normal. E as reações continuaram, tontura, visão turva, mesmo após ter recebido a glicose.
Foi chamado o pediatra que estava em outro andar, para reavaliar os sintomas. Os exames, segundo as informações, não apresentaram alteração, e foi feito raio-x. Sem pensar que, no meio da tarde daquele domingo, viria a notícia de que teve quatro paradas cardíacas e não resistiu. Veio a falecer. Um sorriso de manhã e um adeus à tarde. Bryan, não sou ninguém sem você; eu e seu pai nunca mais seremos os mesmos.
O sepultamento foi realizado na segunda-feira, dia 1º de junho, no Cemitério Municipal, no bairro Santana, em Rio do Sul. Até a última atualização, familiares e amigos seguiam prestando homenagens à criança.






















