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Dentista de 49 anos morre em SC após exame de colonoscopia e caso gera comoção

O cirurgião-dentista Fernando Augusto Casagrande passou por uma colonoscopia e teve o quadro agravado, sendo transferido para Chapecó. A morte reacendeu o debate sobre os riscos do exame, que segue como principal arma contra o câncer de intestino.

Dentista de 49 anos morre em SC após exame de colonoscopia e caso gera comoção
Foto: Reprodução
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A morte do cirurgião-dentista Fernando Augusto Casagrande, de 49 anos, depois de complicações que se seguiram a uma colonoscopia, gerou forte comoção em Santa Catarina e reacendeu nas redes sociais um debate sobre os riscos de um dos exames mais importantes na prevenção do câncer de intestino. Reconhecido e respeitado na região de Concórdia, no Oeste catarinense, ele faleceu no fim da tarde de domingo, dia 7.

Conforme informações repassadas pela família, Fernando havia passado pelo procedimento nos dias anteriores. Após o exame, o quadro clínico se agravou e ele precisou ser transferido para uma unidade hospitalar em Chapecó. Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu. Até o momento, não há divulgação oficial sobre a causa exata do óbito.

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Quem era

Fernando Augusto Casagrande atuava há mais de duas décadas na odontologia. Formado em 1999 e com mestrado em Ortodontia e Ortopedia Facial, mantinha clínica própria em Concórdia desde 2003 e integrava uma tradicional família do município. Ao longo da carreira, também atuou como professor em curso de especialização e acumulou produção científica na área.

Casado com Fabíola, ele deixa as filhas Beatriz e Laís, uma delas cursando Medicina em Curitiba, no Paraná, além dos pais, Moacir e Neuza Casagrande. O corpo foi velado em Concórdia e, em seguida, encaminhado para cremação em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina divulgou nota lamentando a morte e prestou solidariedade à família.

O que é a colonoscopia

A colonoscopia é considerada o exame mais eficaz para rastrear, diagnosticar e até tratar lesões no intestino grosso, sendo a principal ferramenta na detecção precoce do câncer colorretal, um dos tumores mais frequentes no Brasil. Durante o procedimento, um aparelho flexível com câmera percorre o intestino e permite identificar e remover pólipos, pequenas lesões que podem evoluir para câncer se não tratadas.

Apesar de ser um exame de rotina e realizado às centenas todos os dias, ele não é isento de riscos. Entre as complicações possíveis, embora raras, estão a perfuração da parede do intestino, sangramentos após a retirada de pólipos e reações ligadas à sedação. É justamente por isso que o paciente assina um termo de consentimento antes do exame, no qual declara estar ciente dos riscos. Especialistas recomendam que o procedimento seja feito em estrutura adequada e com equipe preparada para agir diante de qualquer intercorrência.

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Repercussão dividiu opiniões

Nas redes sociais, a notícia provocou centenas de reações e expôs um claro racha entre o medo e a defesa do exame. De um lado, muitos seguidores relataram pavor, alguns dizendo que cogitam adiar ou desistir de procedimentos já agendados. “Eu lendo essa matéria com meu exame marcado para sexta-feira, Jesus”, escreveu uma seguidora. Outra foi além: “Eu sabia que estava correta quando desisti de fazer esse exame”.

Do outro lado, cresceu um movimento de quem defende a importância do rastreamento e pede que o caso isolado não vire motivo de pânico coletivo. “Não deixemos de fazer esse exame, é super importante, salva vidas. Existem complicações? Sim, assim como existe acidente de trânsito. Não é por um que vamos generalizar”, ponderou uma usuária. Vários relataram experiências positivas, incluindo a descoberta e a retirada de pólipos a tempo. “Fiz e tirei seis pólipos. Felizmente fiz. Perdi meu pai com essa doença”, contou outra.

Também houve quem cobrasse mais informações sobre o que de fato aconteceu e quem questionasse se o procedimento havia sido realizado em ambiente hospitalar ou em clínica. As circunstâncias da complicação, porém, não foram detalhadas oficialmente.

O que sabemos até agora

  • O cirurgião-dentista Fernando Augusto Casagrande, de 49 anos, morreu após complicações que se seguiram a uma colonoscopia.
  • Ele passou pelo exame na região de Concórdia e, com o agravamento do quadro, foi transferido para um hospital em Chapecó, onde faleceu no domingo, dia 7.
  • A causa exata do óbito não foi divulgada oficialmente.
  • O corpo foi velado em Concórdia e depois cremado em Passo Fundo (RS).
  • O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais, com debate entre o medo do exame e a defesa de sua importância na prevenção do câncer de intestino.

A colonoscopia segue sendo recomendada pelas sociedades médicas como o principal exame de prevenção do câncer colorretal, especialmente a partir dos 45 anos ou antes, em casos de histórico familiar.

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