O pastor Ailton Novaes anunciou que não seguirá mais como presidente da Igreja Imagem e Semelhança, em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele renunciou ao cargo após protagonizar um episódio polêmico durante um culto, onde foi confrontado por fiéis e confessou ter cometido adultério.
A saída de Ailton foi confirmada em comunicado oficial nas redes sociais da própria igreja, que também informou a devolução do galpão onde os cultos vinham sendo realizados. O local será entregue ao proprietário.
No mesmo comunicado, a instituição convida os membros para um “propósito de 30 dias de oração”, a partir da próxima sexta-feira (11). Os encontros ocorrerão diariamente no espaço chamado “Rancho”, utilizado para atividades internas da congregação. A proposta é, segundo a nota, buscar orientação espiritual antes de definir os próximos passos da comunidade.
A polêmica envolvendo o nome de Ailton Novaes ganhou força após a divulgação de vídeos nas redes sociais, em que dois membros da igreja o confrontam publicamente durante um culto. Eles o acusaram de trair a esposa e de supostamente ter usado dinheiro da igreja para comprar um carro para a mulher com quem teria se envolvido.
Em resposta às acusações, o pastor gravou um vídeo ao lado de uma mulher identificada como Cintia. Na gravação, ele negou qualquer desvio de recursos e afirmou que adquiriu o veículo com recursos próprios. “Vendi meu carro antigo e comprei esse outro de forma parcelada. Não existe prova de que usei dinheiro da igreja. Isso não é verdade”, afirmou.
Ailton também comentou sobre uma denúncia antiga que teria resultado em uma investigação do Ministério Público, supostamente relacionada a lavagem de dinheiro. “Fomos investigados, todos os documentos foram analisados e o caso foi arquivado. Fomos absolvidos”, garantiu.
Apesar da defesa, o próprio líder religioso admitiu publicamente o erro. “Eu adulterei, eu traí minha esposa, eu pequei. Cometi esse grave erro. Em nome de Jesus, estou aqui para pedir perdão aos irmãos”, declarou no vídeo.
A repercussão dos acontecimentos provocou forte abalo na imagem do pastor e da igreja, resultando em sua renúncia após mais de uma década na liderança. Desde 2010, ele estava à frente da comunidade evangélica Imagem e Semelhança, que agora se prepara para uma nova fase.
























