A água marrom do rio Itajaí-Açu subiu e tomou conta das ruas do centro de Itajaí nesta sexta-feira. Quem passava pela região do ferry boat viu carros parados na fila, motoristas buscando desvio e o rio avançando por cima do calçadão.
O fenômeno tem explicação técnica. Segundo a Epagri/Ciram, o pico da maré chegou a 1,37 metro, empurrado pela combinação entre maré elevada e vento sul persistente, com rajadas mais intensas que ajudaram a levar a água pra dentro da cidade.
A Codetran precisou agir rápido. A rua Prefeito Paulo Bauer ficou com desvio na altura da rua Hercílio Luz por causa dos alagamentos. Também houve bloqueios no início da rua Pedro Ferreira, na esquina com a rua Eurico Kroebel, e na rua José Bonifácio Marburg, no cruzamento com a Pedro Ferreira, bem em frente ao ferry boat.
Com as vias fechadas, se formou fila de veículos na região central. O trânsito passou a ser desviado pela rua Hercílio Luz, com acesso pela rua Manuel Vieira Garção.
A Defesa Civil de Itajaí monitora agora outro risco: deslizamentos em áreas de encosta, consequência do solo encharcado pela chuva dos últimos dias.
E o alívio ainda não vem. Apesar da melhora do tempo na maior parte de Santa Catarina, o risco de ressaca e maré alta segue até sábado. Um ciclone extratropical próximo à costa do sul do Brasil, somado ao avanço de áreas de instabilidade sobre o oceano, mantém o litoral catarinense em alerta.
A Epagri/Ciram estendeu o aviso de mar agitado principalmente para o litoral sul, entre Passo de Torres e a Grande Florianópolis. A previsão aponta rajadas persistentes entre 50 e 70 km/h e ondas que podem chegar a 3,5 metros.
Já no litoral de Itajaí, as rajadas devem bater até 40 km/h nesta sexta-feira, perdendo força ao longo do dia. A situação segue sendo acompanhada pelos órgãos de trânsito e defesa civil da cidade.
























