Pequeno, assustado e com fome, o filhote chamou atenção dentro de uma empresa pela mancha do pelo: não era um gato doméstico qualquer. Era um gato-maracajá, espécie silvestre ameaçada de extinção, parado no meio do expediente em Massaranduba, no Vale do Itajaí.
O animal foi encontrado na última terça-feira (16), nas dependências de uma empresa do município. Conforme o Corpo de Bombeiros Voluntários de Massaranduba, a equipe foi acionada e percebeu logo de cara que o filhote era manso e parecia ter sido criado em cativeiro, o que explicaria a aproximação fácil com as pessoas.
O gato-maracajá (Leopardus wiedii) é um felino silvestre de pequeno porte, parente da jaguatirica, e está na lista de espécies ameaçadas de extinção. Apesar da aparência de gato de estimação e do jeito dócil, é um animal selvagem que depende de viver solto, com espaço para crescer, caçar e desenvolver os comportamentos naturais da espécie.
Após o resgate, os bombeiros acionaram a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), de Jaraguá do Sul, para dar o suporte necessário. O filhote, que estava debilitado e com sinais de desidratação, foi encaminhado pela corporação à fundação.
O gato-maracajá segue em tratamento em uma clínica veterinária conveniada à Prefeitura de Jaraguá do Sul. De acordo com a Fujama, assim que apresentar melhora no quadro de saúde, o animal será encaminhado para reabilitação, etapa que prepara o felino para um eventual retorno à natureza.
Os órgãos ambientais reforçam que recolher ou criar animais silvestres em casa é crime ambiental e pode comprometer a sobrevivência do bicho. Ao encontrar um animal silvestre ferido, perdido ou em situação de risco, a orientação é acionar os órgãos responsáveis para que o resgate seja feito com segurança.






















