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Funcionário da “fábrica de bilionários” catarinense, tatua nome da empresa em homenagem à própria trajetória

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Houve quem criticasse a decisão, comparando a atitude a práticas antigas de subordinação. Outros destacaram o valor simbólico do gesto em um cenário em que vínculos longos de trabalho se tornaram cada vez mais raros.

Funcionário da “fábrica de bilionários” catarinense, tatua nome da empresa em homenagem à própria trajetória
Foto: Reprodução
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A tatuagem não foi impulso nem marketing. Foi memória. Um funcionário de Jaraguá do Sul decidiu gravar na pele o nome da empresa onde construiu sua trajetória profissional, em um gesto que mistura gratidão, identidade e pertencimento.

Segundo o próprio trabalhador, a ideia nasceu antes mesmo da contratação. Ao passar em frente à WEG pela primeira vez, ainda antes de morar na cidade, ele pensou que um dia gostaria de trabalhar ali. O plano começou a ganhar forma no fim de 2017, quando se mudou para Jaraguá do Sul, entregou currículo e passou a aguardar uma oportunidade.

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A contratação definitiva veio em 14 de abril de 2018. Foi o primeiro emprego com carteira assinada e marcou o início de uma sequência de aprendizados, estabilidade e crescimento profissional. Hoje, já são quase oito anos de história dentro da empresa.

A tatuagem foi feita como homenagem pessoal. De acordo com o relato, o nome da empresa representa não apenas o emprego, mas as pessoas que conheceu, os colegas de trabalho e as oportunidades recebidas ao longo do caminho. A escolha do local no corpo também teve significado, segundo ele, como forma de carregar essa trajetória sempre consigo.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Houve quem criticasse a decisão, comparando a atitude a práticas antigas de subordinação. Outros destacaram o valor simbólico do gesto em um cenário em que vínculos longos de trabalho se tornaram cada vez mais raros.

A história chama atenção por ir na contramão da lógica atual do mercado, marcado por relações instáveis e alta rotatividade. Neste caso, a tatuagem não surge como imposição ou propaganda, mas como escolha individual de quem associa parte da própria identidade à trajetória profissional que construiu.

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Mais do que tinta na pele, o episódio revela como trabalho, memória e reconhecimento ainda ocupam um espaço central na vida de muitos brasileiros, especialmente quando a experiência profissional é vista como conquista e não apenas obrigação.

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