A Prefeitura de Florianópolis publicou nesta quinta-feira (11) um decreto de estado de alerta climático no município diante da iminente formação do El Niño, fenômeno que deve intensificar a ocorrência de eventos climáticos extremos na capital, com potencial para chuvas muito fortes entre a primavera e o verão e um inverno de temperaturas acima da média. O documento foi assinado durante solenidade que também anunciou um pacote de ações de prevenção, mitigação e resposta.
Conforme a Prefeitura, o decreto institui um comitê municipal de gestão da crise climática, coordenado pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil. O grupo reúne representantes de diversas secretarias e órgãos municipais, além de membros de órgãos estaduais e federais, concessionárias de serviços públicos, universidades, entidades comunitárias e organizações da sociedade civil.
O prefeito Topázio Neto afirmou que a gestão adota uma conduta preventiva para reduzir os impactos do fenômeno.
Estamos concentrando nossos esforços para preparar a cidade, adotando uma conduta preventiva, e mitigar os possíveis impactos do El Niño na Capital lá na frente, evitando tragédias na nossa cidade.
Segundo ele, os investimentos vão se concentrar na ampliação e manutenção da rede de drenagem, no fortalecimento das encostas e na capacitação da Defesa Civil, com o auge do fenômeno previsto entre a primavera e o verão.
Obras e manutenção
Entre as medidas previstas está a antecipação do cronograma de limpeza e manutenção de canais de drenagem em áreas sensíveis da Lagoa da Conceição, Carianos, Daniela, Canasvieiras, Monte Verde e da bacia do Itacorubi. Também estão programadas obras de ampliação de galerias, como em um ponto às margens da SC-401, em Santo Antônio de Lisboa, onde há recorrência de alagamentos em dias de chuva intensa.
O município planeja ainda dar prosseguimento aos projetos de novos sistemas de macrodrenagem nas bacias do Córrego Grande e de Canasvieiras, com investimento estimado em cerca de R$ 50 milhões. A partir de julho, estão previstas obras de contenção e fortalecimento de encostas em locais como o Morro da Mariquinha, o Maciço do Morro da Cruz, Saco dos Limões, Costeira do Pirajubaé e Saco Grande, com aporte de R$ 2,5 milhões no segundo semestre.
Mais estrutura de resposta
A Defesa Civil vai realizar novos treinamentos do efetivo, com capacitação para resposta rápida, atualização de protocolos e aperfeiçoamento de estratégias. A gestão também prevê um aumento no número de voluntários, contando com os já cadastrados e novos agentes formados pelo Curso de Voluntariado em Emergência (CVE).
Como novidade, a Defesa Civil vai criar bases de apoio regionais, ativadas conforme a necessidade. Além da sede do centro, na Avenida Mauro Ramos, que fica permanentemente ativa, foram mapeados quatro locais mobilizáveis: no Norte da Ilha, na Rua Intendente João Nunes Vieira, nos Ingleses; no Sul da Ilha, na Rodovia Doutor Antônio Luiz Moura Gonzaga, no Rio Tavares; no Leste da Ilha, na Rua Crisógono Vieira da Cruz, ao lado da TILAG, na Lagoa da Conceição; e no Continente, na Rua João Evangelista da Costa, na Coloninha. Os pontos terão água potável, banheiros, encaminhamento socioassistencial e atendimento em saúde.
Caso haja necessidade, o município vai ativar uma rede de abrigos temporários com capacidade para atender até 1.644 pessoas. No Sul da Ilha, os espaços serão o Ginásio de Esportes Anísio Teixeira e a Associação de Moradores do Rio Tavares; no Norte da Ilha, o ginásio da Escola Herondina Medeiros Zeferino; no Continente, a FUCAS; e no centro, o CEMUPI, antigo Clube Doze.
























