Um lobo-marinho-do-Sul morreu após ser brutalmente atacado por cães na faixa de areia do Morro dos Conventos, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. O animal teve fratura no crânio e lesões graves no cérebro, incompatíveis com a vida, segundo avaliação veterinária.
O caso, divulgado pelo Projeto Educamar nesta quarta-feira (13), acendeu um alerta sobre os riscos enfrentados pelos animais marinhos que utilizam as praias catarinenses para descanso durante os períodos de migração.
O ataque aconteceu na manhã do dia 6 de maio. Conforme o Educamar, um morador flagrou cães atacando o lobo-marinho e tentou afastar os animais antes de acionar a equipe de resgate.
Quando os profissionais chegaram ao local, encontraram o animal extremamente debilitado, muito magro, desidratado e com um profundo ferimento na cabeça, além de sangramento ativo.
Segundo a médica-veterinária Joana Zomer, o lobo-marinho apresentava baixa temperatura corporal, níveis baixos de açúcar no sangue e pouca reação durante o manejo.
Apesar dos esforços, o animal não resistiu
A equipe iniciou imediatamente o tratamento com medicamentos, limpeza dos ferimentos, fluidoterapia e aquecimento, mas o quadro era grave demais. O animal não resistiu e morreu na madrugada do dia seguinte.
Durante a necropsia, foi constatado que o ataque provocou fratura no crânio e lesões severas no cérebro.
“Embora o animal estivesse muito debilitado, observamos lesões gravíssimas incompatíveis com a vida”, explicou a veterinária.
O lobo-marinho era um macho jovem e pesava apenas 10,2 quilos.
Menos de 24 horas antes, outro caso semelhante já havia mobilizado equipes na região. Um lobo-marinho-antártico foi encurralado por cães em Balneário Arroio do Silva. Felizmente, ele não sofreu ferimentos e conseguiu retornar ao mar após ser levado para uma área mais tranquila da praia.
Especialistas alertam que, durante o outono e inverno, é comum a presença de lobos-marinhos juvenis no litoral catarinense. Os animais percorrem longas distâncias vindos do Uruguai e da Argentina e usam as praias apenas para descansar e recuperar energia.
O Projeto Educamar reforça que, ao encontrar um animal marinho na praia, a orientação é manter distância, não tocar, não tentar devolvê-lo ao mar e afastar cães e curiosos do local.

























