No chão, longe da segurança do ninho e cercada por perigos, um filhote de coruja-de-torre teve a sorte mudada na semana passada em Itajaí. A ave havia caído e ficado presa em uma área aberta, exposta a predadores e ao risco de atropelamento, quando uma equipe da Polícia Militar Ambiental chegou para tirá-la dali.
O resgate foi conduzido por policiais ambientais que atuam na região de Balneário Camboriú. Ao localizarem o animal, os agentes perceberam que cada minuto no solo aumentava o perigo: sozinha e sem conseguir voltar ao ninho, a coruja estava à mercê de ataques e acidentes.
Com cuidado para não machucar a ave já fragilizada, a equipe fez a retirada de forma segura e a colocou sob proteção.
Coruja-de-torre
A espécie resgatada é a coruja-de-torre, conhecida cientificamente como Tyto furcata. Amplamente distribuída pelo território brasileiro, a ave cumpre um papel silencioso e valioso no equilíbrio ambiental: é uma caçadora natural de pequenos roedores, ajudando a controlar pragas em áreas urbanas e rurais.
Depois de retirada do local, a filhote foi encaminhada para atendimento veterinário especializado. No local, a ave passa por avaliação clínica e recebe os cuidados necessários para a recuperação, etapa que define se ela terá condições de voltar à natureza.
Conforme a Polícia Militar Ambiental, após o período de tratamento a coruja terá a destinação definida segundo critérios técnicos e procedimentos legais de conservação da fauna silvestre. A prioridade é garantir o bem-estar do animal e, sempre que possível, devolvê-lo ao ambiente natural.
A corporação reforça uma orientação que pode fazer diferença entre a vida e a morte de um animal silvestre: evitar o manejo por conta própria. Sempre que um bicho for encontrado ferido, debilitado ou em situação de risco, o caminho é acionar equipes especializadas, que têm o preparo para fazer o resgate sem agravar o quadro.





















