Logo Jornal Razão
Publicidade

Baleia de nove metros é retirada com retroescavadeira em Imbituba; necrópsia vai apontar a causa

Através do exame, será possível entender se a causa foi natural ou se há a marca da ação humana, como redes de pesca, colisões com embarcações ou poluição. Fotos: Divulgação/PMP-BS

Baleia de nove metros é retirada com retroescavadeira em Imbituba; necrópsia vai apontar a causa
Foto: Reprodução
Publicidade

Uma baleia-jubarte foi encontrada morta na manhã desta sexta-feira (26), encalhada na areia da Praia da Vila, em Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina. O animal, um macho de cerca de nove metros de comprimento, foi avistado pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Udesc, durante o trabalho de rotina ao longo do litoral.

A jubarte pertence à espécie Megaptera novaeangliae, uma das que cruzam o litoral catarinense todos os anos na temporada reprodutiva, quando deixam as águas geladas da Antártica e sobem em direção ao calor do Atlântico para se reproduzir. É uma viagem de milhares de quilômetros que transforma o mar de Santa Catarina em rota de passagem desses gigantes. Desta vez, porém, o encontro foi com um animal já sem vida.

Publicidade

As equipes técnicas trabalharam para retirar a carcaça da linha de maré, com o apoio de uma retroescavadeira cedida pela Prefeitura de Imbituba. O peso e o tamanho do animal exigem máquinas pesadas até para o manejo mais simples, e a movimentação precisou ser feita com cuidado para preservar o corpo e permitir os exames seguintes.

Necrópsia

Agora, os especialistas vão realizar a necrópsia e a coleta de amostras biológicas, na tentativa de descobrir o que levou o animal à morte. Cada baleia encontrada encalhada guarda informações valiosas sobre a saúde do oceano, e é nesses exames que a ciência tenta entender se a causa foi natural ou se há a marca da ação humana, como redes de pesca, colisões com embarcações ou poluição.

Publicidade

Enquanto os procedimentos não terminam, o projeto pediu que a população mantenha distância da carcaça e respeite o isolamento da área. A recomendação não é por capricho.

“Baleias mortas podem representar risco biológico, além de demandarem espaço para a atuação segura das equipes técnicas responsáveis pelo atendimento”, explicou o PMP-BS.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham