A baleia-jubarte estava entre as pedras do costão da Praia do Forte quando a equipe chegou. Não havia mais o que fazer: o gigante de toneladas, que deveria estar cruzando o litoral catarinense rumo às águas quentes da reprodução, jazia imóvel sobre as rochas, encalhado num dos pontos de mais difícil acesso de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina.
O Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos foi acionado no domingo (28) para o resgate, mas o animal já estava sem vida quando a equipe alcançou o local. A combinação entre as condições climáticas e o acesso complicado ao costão inviabilizou a retirada imediata da carcaça. Segundo o programa, a remoção só será feita nesta terça-feira (30).
As baleias-jubarte são visitantes conhecidas da costa brasileira entre junho e novembro. É nessa janela que elas migram milhares de quilômetros em busca das águas mais quentes do Brasil, o cenário ideal para o acasalamento e o nascimento dos filhotes. Adultas, podem alcançar 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas, o que torna cada encalhe um desafio logístico à parte para as equipes de resgate.
Causa da morte é desconhecida
O que levou esse exemplar à morte ainda é uma incógnita. De acordo com o programa, as causas do óbito serão apuradas. Encalhes podem ter origem em colisões com embarcações, emalhes em redes de pesca, doenças ou desorientação, mas só a análise técnica poderá apontar o que aconteceu com a jubarte da Praia do Forte.
A retirada da carcaça encerra a ocorrência no campo, mas a apuração sobre a causa da morte segue em andamento.
























