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Pais de Ana Beatriz ouvem sentença de estuprador e respiram após uma década de angústia em SC; VÍDEO

Após cerca de 16 horas de julgamento, Justiça tem primeiro desfecho em caso que se arrasta há 10 anos em Santa Catarina. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Pais de Ana Beatriz ouvem sentença de estuprador e respiram após uma década de angústia em SC; VÍDEO
Foto: Reprodução
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Após uma década inteira de dor, espera e luta incansável e cerca de 16 horas de sessão, a Justiça finalmente teve o primeiro desfecho em um caso que marcou profundamente uma família e toda a comunidade em Santa Catarina. Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, foi morta e estuprada no dia 2 de março de 2016, em Rio do Sul, enquanto ia para a escola.

A condenação de mais de 58 anos de prisão de um dos envolvidos no crime brutal, Mário Pleger, de 58 anos, foi recebida com emoção pelos pai Cláudia e Ismael Schelter, que estiveram ao lado da advogada de defesa e assistente de acusação, Giliani Coelho, durante todo o julgamento.

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No momento da leitura da decisão, os aplausos não foram de celebração, mas de alívio, um misto de dor, exaustão e a sensação de que, finalmente, um passo importante foi dado em direção à responsabilização.

Julgamento

Mário Pfleger, de 58 anos, foi sentenciado a 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além de 9 meses e 26 dias em regime semiaberto.

O julgamento de um dos três réus ocorreu em Florianópolis e marcou o primeiro resultado do processo que ainda terá outros dois julgamentos relacionados ao caso.

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Mário foi apontado pelo Ministério Público de Santa Catarina como o principal responsável pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual.

A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri da Capital, após o processo ser transferido de Rio do Sul. O réu, que já está preso no Presídio Regional da cidade, não poderá recorrer em liberdade.

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Segundo a acusação, os jurados reconheceram um conjunto sólido de provas técnicas que apontam a participação do réu no crime, sustentadas pela atuação dos promotores Lanna Gabriela Bruning Simoni e Jonnathan Augustus Kuhnen.

Relembre o caso

Ana Beatriz tinha apenas 12 anos quando saiu de casa, por volta das 13h do dia 2 de março de 2016, para ir à escola. Ela nunca chegou ao destino.

O corpo foi encontrado na manhã seguinte dentro de um contêiner às margens da BR-470, em Rio do Sul. A perícia confirmou que a cena foi forjada para simular suicídio, hipótese descartada ainda no início das investigações.

Os laudos apontaram que a adolescente foi vítima de violência sexual e morta por asfixia.

Mas ainda não acabou

Além de Mário, mais dois homens envolvidos no crime serão julgados em junho. Agora, é o início de um respiro após anos de silêncio, saudade e luta por justiça.

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