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Mulher é denunciada após arremessar cachorra de ponte com patas e boca amarradas em Joinville

Segundo o Ministério Público, a cachorra foi lançada de uma ponte dentro de um saco plástico, com a boca e as patas amarradas. Resgatada em estado grave, ela morreu semanas após o ocorrido. Foto: Divulgação/Frada

Mulher é denunciada após arremessar cachorra de ponte com patas e boca amarradas em Joinville
Foto: Reprodução
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Um caso que chocou moradores de Joinville e gerou revolta nas redes sociais ganhou um novo desdobramento na Justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher acusada de praticar maus-tratos contra uma cachorra que teria sido arremessada de uma ponte dentro de um saco plástico, com a boca e as patas amarradas.

A denúncia foi apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville e descreve uma sequência de atos que, segundo o MPSC, demonstram extrema crueldade contra o animal. A ação penal pública pede a condenação da investigada pelos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, além do pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil pelos danos causados à cachorra.

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O Ministério Público também solicitou o perdimento dos bens utilizados na prática do crime, incluindo a bicicleta elétrica que teria sido usada para transportar o animal até o local onde ocorreu o abandono. A denúncia ainda aguarda análise da Justiça.

Relembre o caso

De acordo com a acusação, o caso ocorreu em 25 de março de 2025. A cachorra, sem raça definida, teria sido lançada do alto de uma ponte localizada entre os bairros Comasa e Espinheiros. O animal estava preso dentro de um saco plástico, com a boca e as patas amarradas, sem qualquer possibilidade de escapar ou se proteger.

Ainda conforme a denúncia, a intenção seria provocar a morte da cachorra. Ela foi arremessada em uma área de mangue, considerada de difícil acesso e com condições extremamente adversas. O desfecho só não foi imediato porque o animal foi encontrado por pessoas que acionaram o resgate.

Cachorra estava bastante machucada

Quando recebeu atendimento veterinário, a cachorra apresentava lesões traumáticas na cabeça, hematomas e sinais evidentes de negligência, incluindo infestação por parasitas. Durante os exames, também foi diagnosticada com cinomose, doença grave que exige tratamento especializado.

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O Ministério Público sustenta que a responsável já vinha deixando de oferecer os cuidados básicos necessários à saúde do animal antes mesmo do episódio da ponte. Segundo a investigação, a falta de assistência adequada contribuiu para o agravamento do quadro clínico.

Após semanas de luta pela sobrevivência, a cachorra morreu no dia 31 de maio de 2025. Para a Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, os elementos reunidos indicam que a conduta foi praticada com intenção de matar o animal. Ela destaca ainda que o caso não se resume a um ato isolado, mas a uma sequência de comportamentos marcados por abandono, negligência e violência extrema.

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