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Mulher denunciada por enterrar cadela grávida viva pode pagar mais de R$ 41 mil

Denúncia aponta que Bonnie foi soterrada ainda grávida; dois filhotes morreram e MPSC recusou acordo diante da gravidade do caso.

Mulher denunciada por enterrar cadela grávida viva pode pagar mais de R$ 41 mil
Foto: Reprodução
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Cinco meses após o caso que comoveu moradores de Joinville, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou a mulher acusada de enterrar viva a cadela Bonnie, que estava grávida de quatro filhotes. Além de responder pelos crimes de maus-tratos contra o animal e seus filhotes, a acusada também foi denunciada por corrupção de menores, em razão da participação de adolescentes na ocorrência. O órgão ainda pediu que ela seja condenada ao pagamento de uma indenização mínima de R$ 41.918,87 pelos danos causados aos animais.

O crime ocorreu em 6 de fevereiro, em um condomínio de Joinville. Conforme a denúncia, Bonnie foi enterrada viva mesmo estando prenhe. A morte do animal só não aconteceu porque moradores ouviram os latidos vindos da cova, localizaram a cadela e realizaram o resgate antes de levá-la para atendimento veterinário de emergência.

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Segundo o Ministério Público, após o resgate, Bonnie deu à luz quatro filhotes. Dois nasceram vivos, enquanto os outros dois morreram em decorrência dos maus-tratos sofridos durante o soterramento.

De acordo com a Promotoria de Justiça, a cadela foi submetida a intenso sofrimento físico e térmico, em uma situação considerada de extrema crueldade. Um relatório veterinário anexado ao processo apontou que o animal apresentava quadro grave de choque associado à hipertermia, com temperatura corporal de 40,7°C, além de comprometimentos neurológicos e sistêmicos.

O laudo também identificou vestígios de terra na gengiva, na língua e nas unhas de Bonnie, indicando que ela tentou sair da cova após ser enterrada.

Na denúncia, o Ministério Público decidiu não propor um acordo para evitar a ação penal. Para a Promotoria, a gravidade dos fatos e o grau de violência praticado tornam inviável a adoção de medidas alternativas.

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A promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirmou que a conduta atribuída à acusada demonstra “extrema desumanidade” e ressaltou que os animais são seres sencientes, capazes de sentir dor, medo e sofrimento. Com o oferecimento da denúncia, o caso passa a tramitar na Justiça Criminal.

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