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Mãe e filho de 8 anos massacrados a facadas: assassino é condenado a 116 anos de prisão em SC

Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, Kedson Martins matou a ex-mulher com 80 facadas e o filho dela, de 8 anos, com outras 62, e foi condenado a mais de 116 anos de prisão em regime fechado.

Mãe e filho de 8 anos massacrados a facadas: assassino é condenado a 116 anos de prisão em SC
Foto: Reprodução
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O Tribunal do Júri de Forquilhinha, no sul de Santa Catarina, condenou nesta sexta-feira (26) a mais de 116 anos de prisão Kedson Martins, de 32 anos, pelo assassinato da ex-mulher, Mayara Alamini Vitalli, de 31 anos, e do filho dela, Arthur Vitalli Marinho, de apenas 8 anos. A brutalidade do caso impressionou até os mais experientes: segundo o Ministério Público de Santa Catarina, a mãe foi morta com 80 facadas e a criança, com outras 62.

De acordo com o MPSC, o réu arrombou a casa da ex-mulher na madrugada de 23 de janeiro de 2025, no bairro Santa Ana, e a atacou com dezenas de golpes de faca. Em seguida, voltou-se contra o menino de 8 anos, filho de Mayara, que também foi morto a facadas. Depois do crime, o acusado fugiu, mas antes ateou fogo na quitinete que alugava, em uma tentativa de apagar os vestígios. A arma do crime foi deixada no local.

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O réu acabou localizado horas depois, após entrar em contato com a Polícia Militar, e foi preso. Ele respondeu por quatro crimes: feminicídio majorado, pela morte da ex-mulher; homicídio qualificado, pela morte da criança; furto, porque levou consigo o celular da vítima; e incêndio em local habitado. O caso foi acompanhado de perto desde o início pela equipe do parceiro Forquilhinha News (@forquilhinhanewsoficial), que cedeu as imagens ao Jornal Razão.

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Júri acolheu todas as teses

No julgamento, o plenário do júri acolheu integralmente todas as teses apresentadas pelo Ministério Público. Com isso, Kedson foi condenado a uma pena superior a 116 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Durante a sessão, o réu confessou a autoria dos crimes, mas afirmou não se lembrar da dinâmica do ataque.

Eu confesso o crime, mas não lembro

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A declaração foi dada em plenário. Em outro momento, o acusado disse que não recordava os detalhes do ocorrido e que “só lembra que entrou na casa”.

A dor da avó, antes do júri

Ainda antes do início do júri, a mãe de Mayara e avó do pequeno Arthur, Sandra Vitalli, gravou um depoimento emocionado sobre a perda e sobre o que sentia em relação ao assassino. As imagens, registradas pelo parceiro Forquilhinha News (@forquilhinhanewsoficial) e cedidas ao Jornal Razão, mostram a avó dizendo não nutrir ódio, mas sem esconder a revolta diante da crueldade do crime. “Eu não sinto raiva dele. A única coisa que eu sinto é revolta de como ele fez, a monstruosidade que ele fez com uma criança”, afirmou.

No mesmo depoimento, gravado antes da decisão do júri, Sandra relembrou a felicidade da filha e do neto e a dor que a família carrega desde então. “É uma dor no peito que vocês não têm noção. Eles eram tão felizes, tinham uma vida toda pela frente”, lamentou. Mesmo diante da condenação que viria horas depois, ela ressaltou que nada repara a ausência. “Mesmo que ele pegue toda a pena, eles não vão voltar. A saudade não tem o que pague.”

Sandra também afirmou se apoiar na fé para seguir em frente. “Que ele seja condenado e que pegue a pena máxima, mas quem vai condenar mesmo é Deus. Deus vai dar conforto pra gente”, disse, no registro feito pelo Forquilhinha News (@forquilhinhanewsoficial) antes do resultado do julgamento.

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O julgamento foi acompanhado por familiares das vítimas, que permaneceram no Fórum da Comarca de Forquilhinha durante toda a sessão. Para o Ministério Público, a condenação não repara o que foi perdido, mas representa uma resposta à altura da gravidade do caso. “Infelizmente esse julgamento não vai trazer as vítimas de volta, mas pelo menos foi feita justiça”, afirmou o promotor responsável. O crime, marcado pela extrema violência, abalou Forquilhinha e toda a região sul de Santa Catarina.

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