A Justiça manteve a prisão preventiva de Iago Luiz Bretzke, ex-gerente de banco investigado por um esquema de golpes milionários em Guabiruba e Brusque, no Vale do Itajaí. A decisão foi assinada pela juíza Carolina Peressone Porcher na última terça-feira (5).
Segundo a decisão, a magistrada negou um novo pedido da defesa para revogar a prisão preventiva do investigado. Em fevereiro deste ano, outro pedido semelhante já havia sido rejeitado pela Justiça.
A defesa alegava constrangimento ilegal pela manutenção da prisão cautelar, argumentando que Iago está detido há pouco mais de quatro meses. Os advogados também apontaram suposta demora injustificada no cumprimento de diligências da Polícia Civil.
O Ministério Público de Santa Catarina se manifestou contra a revogação da prisão e defendeu a continuidade da custódia preventiva durante o andamento da investigação e do processo.
Na decisão, a juíza afirmou que não identificou excesso de prazo nem ilegalidade na manutenção da prisão. Segundo ela, o processo “segue seu curso regular” e não há paralisação injustificada atribuída ao Judiciário.
A magistrada destacou ainda que existem “peculiaridades do caso” que justificam o tempo de tramitação. Conforme a decisão, resta apenas a conclusão de um relatório da Polícia Civil relacionado à análise de dados extraídos dos celulares apreendidos durante a investigação.
De acordo com a juíza, a diligência é considerada imprescindível para o esclarecimento dos fatos investigados. Após a conclusão do documento, o processo deverá avançar para a fase de alegações finais.
Iago Luiz Bretzke foi preso durante a operação “Confiança Quebrada”, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras em Guabiruba e Brusque.
As investigações apuram crimes de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de capitais. Segundo a Polícia Civil, pelo menos 11 vítimas, entre pessoas físicas e jurídicas, teriam sido prejudicadas.
O prejuízo estimado pelas autoridades é de aproximadamente R$ 1,6 milhão.
Na decisão, a Justiça também considerou que a prisão preventiva segue necessária para garantia da ordem pública. A magistrada ressaltou ainda que muitos dos crimes investigados teriam sido praticados por meio virtual.
Fonte: O MUNICÍPIO
























