Ronilson Trindade Costa, de 33 anos, natural de Jandaíra, na Bahia, foi preso na manhã desta terça-feira (27) no interior do Pará. Condenado a 23 anos e 4 meses de reclusão por estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos em Brusque, ele estava foragido desde a condenação e se escondia no sítio do pai, em um assentamento na zona rural de Castanhal, na região metropolitana de Belém.
A prisão é resultado direto de uma cadeia de ações que começou em Santa Catarina. No dia 22 de maio, o Pelotão Tático da Polícia Militar de Tijucas prendeu o irmão de Ronilson, Railson Trindade Costa, condenado a 13 anos e 4 meses pelo mesmo crime, após trabalho da Agência de Inteligência da PM catarinense. Após a prisão, as informações foram repassadas ao Jornal Razão, que publicou uma reportagem exclusiva e detalhada sobre o caso, revelando que Ronilson havia fugido para o Pará e permanecia foragido da Justiça.
A repercussão que levou à prisão
Poucas horas após a divulgação da reportagem do JR, a notícia começou a circular nas redes sociais e em grupos de mensagens, inclusive no estado do Pará. Com as informações completas publicadas pelo jornal, incluindo o nome, a condenação, a naturalidade e o destino da fuga, cidadãos preocupados com a segurança pública passaram a colaborar com a polícia paraense, apontando a possível localização do foragido.
Conforme informações da Polícia Militar do Pará, as primeiras denúncias anônimas de moradores chegaram cerca de uma semana antes da captura. Na ocasião, os policiais tentaram efetuar a prisão, mas Ronilson conseguiu se evadir. Com a pressão crescente sobre o caso e novas denúncias que surgiram nos dias seguintes, a PM paraense intensificou o monitoramento e localizou o condenado no sítio do pai.
Sem a atuação da PM de Tijucas, que prendeu Railson e forneceu as informações que embasaram a reportagem, Ronilson poderia continuar vivendo livremente em outra parte do país, longe do alcance da Justiça catarinense. As pessoas simplesmente não saberiam do mandado de prisão, não conheceriam o rosto do condenado e não teriam como denunciar sua localização às autoridades.
Ataques infundados
Quando o Jornal Razão divulgou que Ronilson havia fugido para o Pará, houve pessoas que atacaram o veículo de imprensa, acusando a reportagem de xenofobia. A acusação nunca teve fundamento. O objetivo da publicação sempre foi impedir que um criminoso condenado por um dos crimes mais graves do Código Penal pudesse viver impunemente. A prisão desta terça-feira comprova isso.
Quando o Jornal Razão publica informações completas, como a naturalidade, o histórico criminal e o destino de um foragido, é para contextualizar os fatos e auxiliar a sociedade a ficar bem informada. Foi exatamente o que aconteceu: a informação certa, nas mãos certas, levou à captura de um estuprador de criança condenado a mais de duas décadas de prisão.
A captura no Pará
A prisão definitiva foi realizada na manhã desta terça por guarnições do 5º Batalhão de Polícia Militar do Pará. Por volta das 7h, os policiais se deslocaram até o sítio do pai de Ronilson, no Assentamento 25 de Agosto, descrito como um local de difícil acesso na zona rural de Castanhal.
Ao chegarem, os policiais perceberam pelas frestas da casa que o foragido estava no interior do imóvel. Quando notou a presença da guarnição, Ronilson trancou-se no andar superior da residência. Os policiais precisaram forçar a porta para acessar o segundo andar e efetuar a captura.
No interior da casa, foram encontrados uma espingarda calibre 32 de fabricação industrial, com seis munições, sendo duas deflagradas e quatro intactas, além de um aparelho celular. Ronilson foi conduzido à delegacia de Castanhal.
O caso
Ronilson e Railson foram condenados no mesmo processo pela Vara Criminal da Comarca de Brusque por estupro de vulnerável. Conforme a Justiça de Santa Catarina, os dois abusaram sexualmente da mesma criança, uma menina de 10 anos, ao longo de mais de um ano.
A sentença classificou a conduta dos irmãos como resultado de “instintos animalescos” e apontou que ambos “romperam todas as barreiras morais”.
De acordo com os autos, os abusos chegavam a acontecer até quatro vezes por semana. Um dos irmãos chantageava a criança após descobrir que o outro também a violentava. O outro prometia que ficaria com ela quando completasse 18 anos.
Juntos, os dois irmãos somam mais de 36 anos de condenação por estupro de vulnerável. Com a prisão de Ronilson no Pará, ambos os condenados estão agora sob custódia do sistema penitenciário.























