Dez anos após perder a filha, os pais de Ana Beatriz, Cláudia e Ismael Schelter, afirmaram sentir que, enfim, a justiça começou a ser feita após a condenação de um dos envolvidos na morte brutal da filha, em Rio do Sul. Em 2 de março de 2016, Ana Beatriz Schelter, de apenas 12 anos, seguia para a escola, porém nunca chegou ao destino.
Ela foi encontrada no dia seguinte, em um contêiner às margens da BR-470, com uma corda enrolada ao pescoço, na tentativa de simular um suicídio. No então, a investigação confirmou que a menina foi morta por esganadura e sofreu violência sexual.
O primeiro julgamento após uma década de espera aconteceu nesta terça-feira (12), em Florianópolis e se estendeu até a madrugada de quarta-feira (13). Ao todo, 16 horas de sessão, que levou à condenação de Mário Pfleger, de 58 anos. Ele é um dos envolvidos no crime brutal da adolescente e foi sentenciado a 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além de 9 meses e 26 dias em regime semiaberto. Os outros dois envolvidos serão julgados em junho.

Desabafo dos pais
Em um relato emocionante, o pai da menina, Ismael Schelter ao lado da mãe de Ana, Cláudia Schelter, agradeceu às autoridades e pessoas que acompanharam e apoiaram a família ao longo dos anos. Entre os citados estão a Polícia Civil de Rio do Sul, o Gaeco, a Polícia Militar, promotores de Florianópolis, vereadores e a advogada da família.
“Graças a Deus foi condenado quem matou a nossa filha. O nosso sentimento hoje, como pai e mãe, é de que a justiça está sendo feita”, afirmou.
Mesmo com a condenação, a mãe de Ana Beatriz, Cláudia Schelter, destacou que a dor da perda jamais desaparecerá.
“A saudade e a falta nunca vão passar. Mas o que a gente lutou durante 10 anos era por justiça por ela, e nós conseguimos. O amor, o carinho que temos por ela, nunca vai passar”, declarou.

Em outro trecho emocionante, o pai falou sobre os sonhos da filha, interrompidos de forma brutal ainda na infância.
“Ela tinha um futuro inteiro pela frente. Gostava de estudar. Meu sonho era que ela fosse promotora, juíza ou delegada federal. Mas o sonho dela era ser jornalista. Ela adorava jornalismo”, contou.
Segundo ele, a menina tinha carinho especial pela comunicação e admirava profissionais da área. A mãe de Ana Beatriz também aparece ao lado do marido durante o desabafo. O casal afirma que a condenação representa uma resposta que esperavam há uma década, embora nenhuma decisão seja capaz de apagar a dor deixada pela ausência da filha.
“Ela descansa em paz agora que a justiça foi feita”, afirmou o pai.
Veja o desabafo dos pais de Ana Beatriz























