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Corrupção em SC: ex-prefeitos do PSL e MDB são condenados na Operação Mensageiro

Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com novas prisões preventivas, buscas e apreensões contra empresários, servidores públicos e agentes políticos. Fotos: Redes Sociais

Corrupção em SC: ex-prefeitos do PSL e MDB são condenados na Operação Mensageiro
Foto: Reprodução
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A maior investigação de combate à corrupção já realizada em Santa Catarina teve mais um importante desdobramento. Os ex-prefeitos Adriano Poffo (MDB), de Ibirama, e Adelmo Alberti (PSL), de Bela Vista do Toldo, foram condenados por crimes relacionados ao esquema investigado pela Operação Mensageiro. As decisões foram proferidas pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

O ex-prefeito de Bela Vista do Toldo (SC), Adelmo Alberti, foi eleito em 2020 pelo PSL (Partido Social Liberal). Anteriormente, ele também havia sido eleito prefeito em 2016 pelo PSDB.

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Além dos dois ex-chefes do Executivo, também foram condenados um ex-secretário municipal de Ibirama e integrantes do núcleo empresarial apontado como responsável pelo esquema criminoso. As ações penais foram ajuizadas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

As investigações revelaram um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos ligados aos serviços de coleta de lixo, destinação de resíduos sólidos, abastecimento de água e iluminação pública em diversos municípios catarinenses.

Adelmo Alberti colaborou com as investigações

O ex-prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti, foi uma das peças centrais para o avanço da investigação. Por meio de um acordo de colaboração premiada, ele revelou ao Ministério Público detalhes sobre o funcionamento do esquema, considerado um dos maiores já descobertos no estado.

Segundo as apurações, Alberti confessou ter favorecido uma empresa em contratos relacionados à coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos em troca do recebimento de propina. Os pagamentos teriam ocorrido entre o final de 2017 e julho de 2021, período em que ocupava o cargo de prefeito.

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Pelos crimes cometidos, Adelmo Alberti foi condenado a 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de 1 ano e 2 meses de detenção em regime inicial semiaberto.

Adriano Poffo recebeu pena superior a 13 anos

Já o ex-prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, foi investigado na quarta fase da Operação Mensageiro, deflagrada em abril de 2023.

Conforme apontaram as investigações, o esquema teria começado a atuar dentro da administração municipal em 2017, por intermédio do então secretário de Administração e Finanças, que passou a receber propina para beneficiar a empresa responsável pelos serviços de aterro sanitário e gestão de resíduos sólidos no município.

O Ministério Público sustenta que Adriano Poffo passou a integrar a organização criminosa em 2019, atuando para favorecer a empresa em processos licitatórios e em decisões administrativas estratégicas. Em contrapartida, ele e o ex-secretário teriam recebido vantagens indevidas pagas por integrantes do grupo empresarial.

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Pelas condutas apuradas, Adriano Poffo foi condenado a 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de 3 anos e 6 meses de detenção em regime inicial semiaberto.

A sentença também determina a perda do mandato eletivo e a proibição de exercer cargo ou função pública pelo prazo de oito anos após o cumprimento da pena.

O ex-secretário municipal, que também firmou acordo de colaboração premiada durante as investigações, foi condenado a 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção.

Operação Mensageiro

Considerada a maior operação de combate à corrupção da história de Santa Catarina, a Operação Mensageiro foi deflagrada em dezembro de 2022 pelo Ministério Público de Santa Catarina, com atuação coordenada do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa empresarial que, segundo o Ministério Público, utilizava contratos públicos para pagar propina a agentes políticos e servidores em troca de benefícios em licitações e contratos administrativos.

Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com novas prisões preventivas, buscas e apreensões contra empresários, servidores públicos e agentes políticos.

Os fatos que deram origem à Operação Mensageiro surgiram durante a Operação Et Pater Filium, realizada em 2021 no Planalto Norte catarinense. A partir da colaboração de um dos prefeitos investigados, surgiram novas provas que revelaram a existência de um esquema de corrupção com ramificações em diversas cidades de Santa Catarina.

As condenações de Adriano Poffo e Adelmo Alberti ainda são passíveis de recurso.

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