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“Isso não se faz”: motociclista cobra atenção de garis após coletor espalhar lixo pela rua em SC

Imagens registradas no bairro Rio Pequeno, em Camboriú, mostram um coletor retirando sacolas das lixeiras e atirando na pista; autor do vídeo aponta risco de cacos de vidro para moradores e crianças.

“Isso não se faz”: motociclista cobra atenção de garis após coletor espalhar lixo pela rua em SC
Foto: Reprodução
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As sacolas saíam das lixeiras e voavam direto para o asfalto. A cena, registrada em vídeo por um motociclista que fazia uma entrega no bairro Rio Pequeno, em Camboriú, circula nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre a qualidade da coleta de lixo na cidade.

Nas imagens, um dos coletores retira as sacolas das lixeiras das residências e as arremessa com força no chão, deixando o material espalhado pela pista. Na sequência, os colegas da equipe vêm atrás recolhendo tudo à mão e jogando para dentro do caminhão.

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“Olha a agressividade daquele cara lá com os lixos”, narra o autor do vídeo, que acompanha o trajeto do caminhão pela rua. “Ele jogou todos os lixos aqui”, repete, enquanto filma as sacolas no asfalto.

ASSISTA AO VÍDEO

Cacos de vidro na pista

A principal preocupação apontada por ele é o risco de cacos de vidro. “Tem garrafa ali, quebra tudo. Depois passa as motos, passa os carros, os pneus. Passa uma criança andando de bicicleta, cai, se machuca”, diz, mostrando os fragmentos espalhados no chão.

O motociclista faz questão de diferenciar os trabalhadores. Enquanto critica a conduta de um dos coletores, elogia outro integrante da equipe: “Esse aqui tá trabalhando direitinho”. Em outro trecho, um vizinho aparece ajudando a recolher o material da rua.

Ao ser abordado, um dos trabalhadores teria pedido que a equipe não fosse filmada. Segundo o autor das imagens, o motorista e outro coletor teriam concordado que a conduta do colega não era correta. “Eu te entendo completamente, o senhor tá totalmente certo, só que não é o certo dele”, responde ele durante a conversa.

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Um morador da rua relatou que o episódio aconteceu em frente à sua casa e cobrou mais atenção das equipes, citando o lixo esparramado no trecho onde crianças costumam brincar.

O outro lado do serviço

Houve também quem ponderasse o outro lado: o descarte de vidro sem embalagem adequada pelos próprios moradores agrava o risco para quem faz a coleta, um serviço pesado, feito em ritmo intenso e em qualquer condição de tempo. O próprio autor do vídeo reconhece o esforço da categoria. “Respeito o máximo o trabalho dele”, afirma.

“Independente de qual seja o trabalho, o certo é o certo. Agora, se o amigo joga todos os lixos no chão e o outro colega recolhe, não é o certo”, argumenta o autor do vídeo.

Ele ainda alerta para uma consequência que vai além da sujeira imediata: o resíduo que fica para trás acaba nas bocas de lobo. “Da enchente, os lixos ficam tudo pra trás. Vai tudo pra boca de lobo. Depois a gente reclama”, diz.

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O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Camboriú sobre a conduta registrada nas imagens.

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