Logo Jornal Razão
Publicidade

URGENTE: Terremoto devastador de 7,5 atinge a Venezuela e acende o alerta no Brasil: SC está livre de algo parecido?

Conforme o Serviço Geológico dos EUA, dois tremores de até 7,5 atingiram a Venezuela nesta quarta-feira (24), com prédios desabados em Caracas. O estado catarinense já registrou 58 abalos sísmicos desde 1890, sendo o maior em Tubarão, em 1939.

URGENTE: Terremoto devastador de 7,5 atinge a Venezuela e acende o alerta no Brasil: SC está livre de algo parecido?
Foto: Reprodução
Publicidade

Atualização — 24/06/2026, 21h15: Matéria atualizada para corrigir informação sobre o atual comando político da Venezuela. Quem decretou estado de emergência após o terremoto foi a presidente interina Delcy Rodríguez, que está à frente do país desde janeiro de 2026, após Nicolás Maduro ter sido capturado pelos Estados Unidos.

Um forte estrondo cortou a tarde de Caracas pouco depois das 17h desta quarta-feira (24), no horário local. Em poucos segundos, paredes começaram a rachar, vidros estouraram e moradores correram para a rua aos gritos. A capital da Venezuela acabava de ser atingida por dois terremotos seguidos, com apenas 40 segundos de diferença entre um e outro, e o tremor foi tão intenso que prédios inteiros desabaram em pleno feriado nacional.

Publicidade

O primeiro abalo teve magnitude preliminar de 7,2 e foi reclassificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos como um precursor do evento principal, de magnitude 7,5. O epicentro ficou a cerca de 23 quilômetros a noroeste de Yumare e 24 quilômetros de San Felipe, no estado de Carabobo, perto das cidades de Morón e Puerto Cabello, em uma profundidade rasa, de menos de 30 quilômetros, fator que amplifica a intensidade na superfície.

O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, confirmou em rede estatal que prédios e residências desabaram em Caracas, com destaque para a região de Altamira, na zona leste da capital. Equipes de resgate foram filmadas vasculhando escombros, e um cachorro foi retirado vivo de baixo de um edifício derrubado. Cabello pediu que motoristas dessem passagem a ambulâncias, o que indica número significativo de feridos, embora as autoridades ainda não tenham divulgado balanço oficial de vítimas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos emitiu o alerta vermelho pelo sistema automático PAGER, que estima preliminarmente entre 10 mil e 100 mil vítimas fatais, classificação que costuma ser usada apenas para desastres de escala nacional ou internacional. O órgão americano destacou que boa parte das construções da região é de tijolo sem reforço estrutural ou adobe, o que aumenta o risco de colapso.

O tremor foi sentido também na Colômbia, onde moradores de Bogotá deixaram prédios por precaução, e levou ao alerta de tsunami preventivo para Porto Rico, Ilhas Virgens, Aruba, Curaçao e Bonaire, no Caribe. O alerta foi cancelado horas depois, após confirmação de que não houve onda destrutiva significativa.

Publicidade

Por que o caso acende uma luz amarela em Santa Catarina

A Venezuela está sobre o encontro entre a placa do Caribe e a placa Sul-Americana, em uma região conhecida como falha de San Sebastián, e por isso é geologicamente instável. Santa Catarina, ao contrário, fica no meio da placa Sul-Americana, longe das bordas, o que torna o risco de um terremoto de grande magnitude muito menor por aqui. Menor, mas não inexistente.

Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, Santa Catarina já foi epicentro de pelo menos 58 abalos sísmicos desde 1890, todos de magnitude baixa. O maior tremor já registrado no estado aconteceu em 1939, em Tubarão, com magnitude 5,5, capaz de causar rachaduras em construções sólidas. Em abril de 2018, um abalo de magnitude 3,7 ocorrido a 100 quilômetros da costa de Florianópolis foi sentido por moradores e levou a Defesa Civil a esclarecer dúvidas da população. Brusque já chegou a registrar uma série de microabalos em 2014.

O engenheiro estrutural e especialista em sismologia Ronaldo Parisenti, ouvido pela RIC TV Florianópolis, explicou que o problema brasileiro não é a frequência alta de tremores, mas o fato de boa parte das construções não ser projetada para resistir a eles. A norma técnica que regula projetos resistentes a sismos no Brasil é a NBR 15421, em vigor desde 2006, mas sua aplicação varia bastante conforme a região e a fiscalização.

O alerta mais próximo veio do Chile

Catarinenses mais antigos lembram do dia 27 de fevereiro de 2010, quando o terremoto de magnitude 8,8 que destruiu parte do Chile foi sentido em prédios altos de Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville. Moradores relataram balanço de lustres, água saindo de aquários e tontura, mesmo a milhares de quilômetros do epicentro. Foi o lembrete mais recente de que, ainda que o solo catarinense seja estável, o estado não está blindado contra ondas sísmicas de eventos vizinhos no continente.

Publicidade

A Defesa Civil de Santa Catarina não tem, até o momento, alerta ativo relacionado ao terremoto desta quarta-feira na Venezuela, e nem havia razão técnica para emitir um, dada a distância e a barreira geológica entre os dois países. O que o episódio mostra, segundo especialistas, é a importância de seguir as normas de construção e de a população saber como agir em caso de tremor, mesmo em estados considerados seguros.

Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após o ex-presidente Nicolás Maduro ser capturado por forças dos Estados Unidos em janeiro deste ano, decretou estado de emergência logo após o terremoto. Em pronunciamento na televisão estatal, Rodríguez confirmou que houve mortes, sem informar o número de vítimas, e manifestou condolências às famílias enlutadas. O governo também suspendeu as atividades em todo o país nesta quinta-feira (25) e ativou o estado-maior de emergência. Equipes de busca e resgate continuam trabalhando nos escombros em Caracas, e o balanço oficial deve ser atualizado nas próximas horas.

Receba as notícias no WhatsAppEntrar
Publicidade
Publicidade
Grupo de WhatsApp · Tempo real

Santa Catarina no seu WhatsApp

Entre no grupo oficial do Jornal Razão. As principais manchetes do dia, direto no seu aparelho. Sem spam.

Entrar no grupo
+48 mil catarinenses já acompanham