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“Segunda chance à vida”: preso na rede e sem forças, ave é salva por fotógrafo em rio de SC

Ave aquática estava presa e se debatia em uma rede de pesca quando um fotógrafo de natureza, em um bote a remo, se aproximou e soltou o animal, devolvendo o biguá ao rio.

“Segunda chance à vida”: preso na rede e sem forças, ave é salva por fotógrafo em rio de SC
Foto: Reprodução
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A cena seria de mais um fim trágico para a fauna do Rio Santa Luzia, em Tijucas, não fosse a passagem de um fotógrafo de natureza naquela manhã. Preso a uma rede de pesca, com o corpo enrolado em fios de náilon e o bico apontado para fora d’água, um biguá se debatia sem conseguir se soltar, lutando contra o cansaço no meio do rio.

O fotógrafo Angelo Coelho, que registra fauna e vida silvestre na região e estava em um pequeno bote a remo, percebeu a movimentação da ave a distância. Sem motor para assustar o animal, ele aproximou o barco devagar até alcançar o ponto onde a rede prendia o biguá.

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De dentro do bote, com paciência para não machucar a ave já debilitada, o fotógrafo foi soltando os fios que enrolavam o corpo, as asas e o pescoço do animal. Aos poucos, a rede que mantinha o biguá preso cedeu, e a ave voltou a ter liberdade de movimento.

ASSISTA AO VÍDEO

O momento em que o biguá é devolvido à água foi filmado pelo próprio fotógrafo. Nas imagens, a ave nada de volta para o rio, livre da armadilha que poderia tê-la matado por afogamento ou exaustão. “Hoje foi dia de dar uma segunda chance à vida”, escreveu ele ao compartilhar o registro.

Biguás são aves aquáticas comuns nos rios e no litoral de Santa Catarina, conhecidas por mergulhar em busca de peixes. Justamente por viverem dentro d’água, ficam vulneráveis a redes de pesca abandonadas ou mal sinalizadas, que se transformam em armadilhas silenciosas para a fauna que depende dos rios da região.

O resgate no Rio Santa Luzia repercutiu entre moradores e seguidores do fotógrafo, que elogiaram a atitude e o cuidado com o animal. Para quem acompanha a vida silvestre do Vale do Rio Tijucas, o episódio reforça um alerta antigo sobre o descarte e o abandono de redes nos rios, e mostra que um gesto simples pode fazer a diferença entre a morte e uma nova chance para a fauna local.

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