O Canal da Olaria, via tradicional de Governador Celso Ramos, ganhou um visual diferente nas últimas semanas. Bandeirinhas, pinturas e desenhos tomaram conta do espaço depois que um grupo de moradores e torcedores decidiu recriar, na rua, o clima das Copas do Mundo de outras décadas.
A iniciativa ficou conhecida como “Rua da Copa” e nasceu de forma simples, pela troca de mensagens entre torcedores de times da cidade e moradores em grupos de redes sociais. O que começou como ideia entre conhecidos cresceu rápido e passou a reunir gente de diferentes bairros do município, todos dispostos a contribuir de alguma forma.
Uns doaram tinta. Outros levaram material de decoração. Tinha quem soubesse desenhar e quem simplesmente aparecesse para ajudar a pendurar bandeirinhas. Antes de qualquer mutirão começar, os organizadores cuidaram da parte burocrática e pediram autorização à Prefeitura para usar o espaço, garantindo que tudo fosse feito dentro das normas.
A escolha do Canal da Olaria não foi por acaso. A via carrega um vínculo histórico com a comunidade local e virou o cenário ideal para reviver uma sensação que muita gente guarda da infância. Um dos organizadores resumiu o sentimento por trás do projeto numa frase que circulou entre os participantes: “Quando éramos crianças, sempre havia alguém que fazia isso por nós. Agora é a nossa vez.”
Com os mutirões de pintura e decoração, o canal passou a funcionar também como ponto de encontro. Famílias inteiras começaram a aparecer por ali, crianças trocavam figurinhas do álbum da Copa e vizinhos que talvez nunca tivessem conversado acabaram se aproximando por causa do projeto.
Depois que a decoração ficou pronta, a Rua da Copa não esvaziou. Pelo contrário: o espaço seguiu movimentado durante os jogos da Seleção Brasileira, com moradores se reunindo para acompanhar as partidas juntos, mantendo viva a atmosfera de torcida coletiva que marcou o início da iniciativa.
A repercussão da ação ultrapassou o período da Copa. Moradores e apoiadores começaram a discutir se o Canal da Olaria não poderia se tornar, de forma permanente, um espaço para eventos comunitários. Segundo participantes da mobilização, a experiência mostrou que o local tem potencial para impulsionar a gastronomia da região, atrair novos empreendimentos e até movimentar o turismo em Governador Celso Ramos.
O que começou como uma decoração de rua para a Copa do Mundo virou, na prática, um exemplo de como a mobilização comunitária pode nascer de uma ideia simples e deixar um legado que vai além do futebol.























