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Reaberto há três meses, maior túnel ferroviário de Santa Catarina é fechado de novo

Conforme a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, a estrada de acesso ao Túnel Edmundo da Silva Pozes ficou comprometida após chuvas e ventos do sábado (11). A prefeitura não informou prazo para a reabertura. Foto: Prefeitura de Apiúna

Reaberto há três meses, maior túnel ferroviário de Santa Catarina é fechado de novo
Foto: Reprodução
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Levou cerca de 50 anos para o maior túnel ferroviário de Santa Catarina sair debaixo do mato e voltar a receber gente. Levou pouco mais de três meses para a natureza fechar a porta de novo.

O Túnel Edmundo da Silva Pozes, em Apiúna, no Vale do Itajaí, segue interditado nesta quinta-feira (23). A visitação foi suspensa depois das fortes chuvas e dos ventos registrados no sábado (11), que derrubaram árvores e provocaram a queda de barreiras na estrada de acesso ao atrativo. É a segunda vez que o local precisa ser fechado desde a reinauguração.

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Segundo a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, o acesso ao túnel ficou comprometido pelos danos causados pelo mau tempo. A orientação da pasta é para que moradores e visitantes evitem ir até o local enquanto a situação não for normalizada.

De acordo com a prefeitura, equipes já estão na área para fazer a limpeza, a remoção das árvores caídas e a desobstrução da via. O objetivo é restabelecer as condições de segurança e permitir a reabertura do túnel à visitação.

Reaberto em abril, fechado em julho

O revés chega poucos meses depois de uma virada histórica para o município. Em abril deste ano, o túnel voltou oficialmente à vida após um processo de revitalização iniciado em 2025, que devolveu ao público um patrimônio que estava praticamente perdido.

Com aproximadamente 260 metros de extensão, a estrutura é considerada pela prefeitura a maior da antiga Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC). A obra foi construída ao longo de dois anos e inaugurada originalmente em 13 de novembro de 1954, num trecho que era um dos mais íngremes de toda a ferrovia. Vencer aquele relevo exigia justamente o que a engenharia da época sabia fazer de mais bruto: furar a montanha.

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Meio século abandonado

A Estrada de Ferro Santa Catarina foi desativada em 1971. A partir dali, o túnel simplesmente sumiu do mapa. A vegetação tomou conta do entorno, os acessos se apagaram e a obra ficou escondida por cerca de 50 anos, conhecida por moradores mais antigos e por pouca gente além deles.

A recuperação do patrimônio incluiu limpeza completa do entorno, abertura dos acessos, macadamização da estrada, instalação de iluminação interna, drenagem e outras melhorias que tornaram a visitação segura. A proposta da prefeitura de Apiúna é consolidar o espaço como um novo atrativo turístico e cultural do Vale do Itajaí, preservando a memória ferroviária catarinense e impulsionando o turismo histórico na região.

O que vem agora

Por enquanto, o município trabalha para remover os obstáculos deixados pelas chuvas e restabelecer o acesso. A prefeitura não informou prazo para a reabertura, que depende da conclusão dos trabalhos de limpeza e da avaliação das condições de segurança na estrada.

Enquanto isso, o maior túnel ferroviário de Santa Catarina volta a ficar isolado, dessa vez não pelo esquecimento, mas pelo temporal.

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