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Pedrinhas viralizam como suposto “veneno de rato” em parque de SC, mas se tratava de fragmentos de bola

Conforme a equipe de atletismo que treina na pista da Beira-Mar de São José, os fragmentos azulados espalhados pela grama e apontados como veneno em vídeos nas redes sociais são, na verdade, pedaços de uma medicine ball que se rompeu durante um treino.

Pedrinhas viralizam como suposto “veneno de rato” em parque de SC, mas se tratava de fragmentos de bola
Foto: Reprodução
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Na última segunda-feira (22), uma onda de vídeos começou a circular nas redes sociais com imagens gravadas na pista de atletismo da Beira-Mar de São José. Nas gravações, moradores que costumam usar o espaço para passear com seus animais de estimação mostravam pequenos fragmentos azulados espalhados pela grama, em vários pontos próximos ao Procon. A suspeita se espalhou rápido entre vizinhos e tutores de cães: estariam jogando veneno para ratos em um espaço público frequentado por famílias, crianças e pets.

A repercussão ganhou ainda mais força com a publicação de uma denúncia em vídeo no Instagram, que pedia atenção da população e exigia apuração imediata das autoridades. A mensagem alertava para o risco de ingestão por parte de animais e crianças, citava sofrimento intenso e a possibilidade de morte dependendo da quantidade, e pedia que quem soubesse de algo denunciasse. O conteúdo viralizou em poucas horas e gerou preocupação em moradores que frequentam a orla.

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Diante da repercussão, a equipe de atletismo que treina no local se manifestou para esclarecer o que de fato eram os fragmentos azuis encontrados no gramado. Segundo a equipe, o material não tem qualquer relação com veneno para ratos. Trata-se de pedaços de uma medicine ball, equipamento esportivo usado em treinos de força, reabilitação e condicionamento físico. A bola teria se rompido durante uma das atividades de treino, que consiste em lançar o equipamento para o alto e deixá-lo amortecer no chão. O impacto repetido teria provocado a quebra e o espalhamento dos pedaços pelo gramado.

Área destinada aos pets

A explicação da equipe também trouxe um pedido de compreensão aos moradores. Os atletas reforçam que a pista de atletismo da Beira-Mar tem uso esportivo definido e que existe uma área específica destinada aos animais, localizada a cerca de 60 metros do local onde os treinos acontecem. A orientação é que tutores levem seus pets para essa área reservada.

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Conforme a equipe, a presença de cães soltos na pista durante os treinos representa risco para os dois lados. Os atletas podem sofrer acidentes ao se deparar com animais em meio às atividades, e os próprios pets ficam expostos a equipamentos, lançamentos e movimentos bruscos típicos de uma sessão de atletismo. A equipe pondera ainda que materiais como o da medicine ball, ainda que não sejam tóxicos, podem oferecer riscos à saúde dos esportistas se ficarem espalhados pela área de treino.

Espaço dividido entre vários públicos

A Beira-Mar de São José é um dos espaços públicos mais movimentados da Grande Florianópolis e concentra usos diversos ao longo do dia. Tutores de animais, famílias com crianças, ciclistas, corredores e equipes esportivas dividem o mesmo trecho, o que torna episódios como esse ainda mais sensíveis. A confusão entre os fragmentos do equipamento esportivo e um suposto veneno mostra como informações não verificadas podem ganhar proporção rapidamente nas redes sociais.

Até o momento, não há registro oficial de animais ou pessoas que tenham sido contaminados pelo material encontrado no gramado. A equipe de atletismo segue orientando os frequentadores da Beira-Mar a respeitar a divisão de uso dos espaços e a procurar a área destinada aos animais, a poucos metros da pista. A expectativa é de que o esclarecimento ajude a conter o pânico gerado pelas publicações e evite novos episódios de desinformação envolvendo a orla.

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