Um outdoor com a imagem de um homem de cueca e a frase “Não estamos vendendo cueca” colocou o fotógrafo e jornalista Eberson Teodoro no centro de uma discussão em Balneário Camboriú. Após a repercussão do caso e questionamentos apresentados por um vereador da cidade, o profissional foi notificado pela Prefeitura para retirar a peça publicitária no prazo de 24 horas.
De acordo com informações divulgadas pelo Portal Página 3, a notificação foi emitida nesta terça-feira (2) pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, por meio do Departamento de Fiscalização de Obras e Atividades Urbanas. O município informou que o anúncio, instalado em um painel na Terceira Avenida, estaria em desacordo com a legislação local.
A medida ocorreu após a repercussão da Indicação nº 2202/2026, apresentada pelo vereador Alessandro Teco (DC), que solicitou fiscalização sobre o outdoor por entender que a peça poderia ter apelo sexual.
O anúncio divulga o trabalho de fotografia artística masculina realizado por Eberson Teodoro e exibe um modelo vestindo apenas cueca, acompanhado do endereço eletrônico do fotógrafo. Segundo ele, o conteúdo tem caráter artístico e não possui qualquer conotação pornográfica.
“Não é um site de acompanhantes nem de pornografia. É fotografia artística. Existe direção, edição, iluminação, conceito. Trabalhamos com nudez masculina de forma artística”, afirmou.
Fotógrafo foi surpreendido com a repercussão
Eberson relata que foi surpreendido pela repercussão e recebeu a notícia da indicação do vereador antes mesmo de ser oficialmente comunicado pela Prefeitura. O fotógrafo também destaca que já utilizou campanhas semelhantes em outras cidades sem enfrentar qualquer questionamento.
“Esse outdoor estava em Balneário há cerca de duas semanas. Em Joinville já tivemos publicidade parecida e nunca houve problema”, disse.
Para ele, o debate acabou ultrapassando a discussão sobre publicidade e passou a envolver questões ideológicas que, segundo afirma, não têm relação com seu trabalho.
Mesmo discordando da decisão, Eberson afirma que cumprirá a determinação para evitar multas e outras sanções. Ainda assim, considera a medida uma forma de censura e questiona os limites da liberdade de expressão quando o conteúdo gera desconforto em parte da sociedade.



























