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Motorista de aplicativo recusa corrida lotada em SC e ouve de passageiros que “criança não conta”

Grupo com três adultos e duas crianças tentou embarcar em carro com quatro cintos; câmera instalada no veículo registrou a discussão e o desabafo do motorista

Motorista de aplicativo recusa corrida lotada em SC e ouve de passageiros que “criança não conta”
Foto: Reprodução
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A conta não fechava: eram cinco pessoas para um carro com quatro cintos de segurança. Ainda assim, o grupo que aguardava a corrida em Santa Catarina insistiu em embarcar, e a recusa do motorista de aplicativo acabou virando uma longa discussão registrada pela câmera instalada dentro do veículo.

Nas imagens, o motorista explica desde o início que não poderia levar todo mundo. Do outro lado, os passageiros, três adultos e duas crianças, tentam contornar a regra com um argumento que se repete na conversa: criança não contaria como passageiro.

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A proposta do grupo era simples na cabeça deles: um adulto iria no banco da frente e, atrás, cada criança viajaria no colo de um adulto. O motorista não cedeu. “É um cinto pra cada pessoa”, responde ele, repetindo que a lotação do carro é de quatro passageiros.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

Sem acordo, a conversa descamba para o impasse do cancelamento. Ninguém queria apertar o botão: “Você cancelou, então”, diz um lado. “Não vai cancelar, nós vamos cancelar”, rebate o outro, enquanto o grupo ameaça buscar outro carro.

Depois que os passageiros desistem, ainda com a câmera ligada, o motorista desabafa sozinho dentro do veículo.

“Três adultos e duas crianças. Eles querem e eu tô errado. Eu tô errado. Não é eles que tão errado”, ironiza o motorista.

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Na sequência, ele resume a irritação com uma frase que dá o tom do vídeo: “O povo de fora acha que pode chegar e cagar na cabeça da gente e vai ficar assim. Tá louco”.

O que diz a lei

A lei está do lado do motorista. O Código de Trânsito Brasileiro exige cinto de segurança individual para todos os ocupantes do veículo, o que na prática limita o número de passageiros ao número de cintos disponíveis.

No caso das crianças, a regra é ainda mais rígida: menores de dez anos e com menos de 1,45 metro devem ser transportados no banco traseiro, em dispositivo de retenção adequado à idade, como cadeirinha ou assento de elevação. Viajar no colo não é opção, é infração.

E quem paga a conta não é o passageiro apressado: a multa, os pontos na carteira e a responsabilidade em caso de acidente recaem sobre o condutor. As plataformas de transporte por aplicativo também vedam corridas com lotação acima da capacidade do veículo, e o motorista tem respaldo para recusar.

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A corrida acabou não acontecendo. O grupo seguiu em busca de outro carro, e o registro da negociação frustrada ficou guardado na memória da câmera, do início da conversa ao desabafo final.

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