Um homem cego teve a corrida recusada por um motorista de aplicativo ao tentar embarcar acompanhado de seu cão-guia, em Florianópolis. A cena foi registrada em vídeo pelo próprio passageiro e passou a circular nas redes sociais, reacendendo o debate sobre acessibilidade no transporte por aplicativo.
Nas imagens, o passageiro aparece explicando ao motorista que se trata de um cão-guia e que ele tem deficiência visual. “É um cão-guia, eu sou uma pessoa cega, tu sacou que eu não enxergo nada?”, diz, enquanto tenta convencer o condutor a aceitar a viagem. Ele afirma ainda que o animal fica treinado e parado no tapete do veículo durante o trajeto.
Segundo o relato do passageiro nas imagens, aquele não teria sido o primeiro motorista a recusá-lo na mesma solicitação. “É uma lei federal, irmão, já é o segundo que eu tô esperando”, afirma no vídeo. Ele reforça que o cão-guia não pode ser tratado como um animal de estimação comum e que depende do acompanhante para se locomover com autonomia.
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O que diz a lei
A recusa de transporte a pessoas com deficiência visual acompanhadas de cão-guia é vedada por lei. A legislação federal assegura à pessoa com deficiência visual o direito de ingressar e permanecer com o cão-guia em ambientes de uso coletivo, incluindo meios de transporte, em todo o território nacional.
No registro, o passageiro classifica a conduta do motorista como discriminação. “Tu tá fazendo um processo de discriminação e preconceito”, diz. Diante da negativa, ele encerra a tentativa de diálogo: “Mantém essa tua opinião, velho, eu não vou mais perder meu tempo contigo.”
A repercussão do caso nas redes levantou cobranças por orientação e fiscalização das plataformas de transporte quanto ao direito de acesso de pessoas com cão-guia. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre identificação dos envolvidos nem sobre eventual responsabilização do motorista pela recusa.
























