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“Isso não tem preço”: pai leva os bombeiros à escolinha e surpreende o filho no aniversário de 4 anos em SC

Apaixonado pela corporação desde pequeno, o menino completou quatro anos e ganhou como presente a visita surpresa dos bombeiros na escolinha onde estuda, em Criciúma. Foto: Reprodução / @gutotgomes

“Isso não tem preço”: pai leva os bombeiros à escolinha e surpreende o filho no aniversário de 4 anos em SC
Foto: Reprodução
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Foi só o portão da escolinha abrir e a farda aparecer do outro lado da grade para o dia virar outro. Do lado de dentro, dezenas de crianças de moletom laranja se amontoaram nas barras de metal, empurrando os rostinhos entre os vãos para ver de perto o que quase nenhuma delas tinha visto tão perto antes. No meio daquele bolo de cabeças, um menino de quatro anos entendeu que a visita era para ele.

O aniversariante é filho do visagista de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, Guto Gomes e apaixonado pelo Corpo de Bombeiros desde que se entende por gente. Não era brincadeira passageira de criança que troca de herói a cada semana. Era o tipo de admiração que aparece na roupa que ele escolhe vestir, no brinquedo que ele carrega, na profissão que ele já diz que vai seguir quando crescer.

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Foi por isso que o pai combinou a surpresa. Em vez de bolo em casa e balão na sala, o presente chegou de farda, no meio da manhã, direto na escolinha onde o menino estuda. Os socorristas do Corpo de Bombeiros Militar apareceram sem aviso no pátio da unidade, e a reação do menino foi registrada em vídeo pelo próprio pai, que compartilhou o momento nas redes sociais.

Devidamente fardadinho

O menino não recebeu a visita de qualquer jeito. Estava, nas palavras do pai, “devidamente fardadinho”, com o uniforme em miniatura da corporação que ele admira. Assim, uniformizado igual aos ídolos, circulou entre os coleguinhas e os bombeiros, tocou nos equipamentos, ouviu explicação e conheceu mais de perto a profissão que já escolheu para o futuro.

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Ao redor, os colegas de escolinha acompanharam tudo. As imagens mostram a fileira de crianças coladas na grade, os dedinhos agarrados nas barras, todo mundo tentando encontrar o melhor ângulo para ver os bombeiros chegando. Não era só a festa de um menino: era a manhã inteira de uma turma inteira mudando de assunto.

Veja o víde

“Faça pelo seu filho”

O pai resumiu o que sentiu em uma publicação que rodou as redes sociais de Santa Catarina.

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“Por isso eu digo: faça pelo seu filho! Isso não tem preço. Foi um dos dias mais emocionantes para mim. Minha total gratidão a esses heróis, que, por um gesto simples, transformaram um aniversário em algo inesquecível.”

A frase pegou porque é exatamente disso que se trata. Não houve estrutura cara, nem produção, nem nada que dependesse de dinheiro. Houve uma corporação que aceitou parar dez minutos da rotina para atender o pedido de um pai e realizar o desejo de uma criança de quatro anos.

O gesto que a farda carrega

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina é, historicamente, uma das instituições mais bem avaliadas pela população catarinense. A explicação costuma estar nos números de salvamento, nos atendimentos de emergência, nas ocorrências de resgate. Mas está também em cenas como essa, que não entram em estatística nenhuma.

Nos comentários da publicação, a repercussão seguiu o mesmo caminho. Gente contando que viveu a mesma coisa na infância, gente dizendo que virou bombeiro depois de uma visita parecida, gente aprovando o uso do tempo da corporação para um gesto assim. Um seguidor escreveu que era dinheiro público gasto com gosto. Outro respondeu que era a instituição militar de reputação mais limpa do país.

O que fica

Para o menino, fica a memória de que no dia em que completou quatro anos os bombeiros foram até a escola dele. Para a turma, fica a manhã em que a rotina foi interrompida por sirene e farda. Para o pai, fica o vídeo que ele gravou e a certeza de que acertou.

E para a corporação, fica o registro de que o trabalho de salvar vidas às vezes acontece assim, sem chamada de emergência, sem ocorrência aberta, só um grupo de homens fardados atravessando o portão de uma escolinha em Criciúma porque um menino de quatro anos pediu.

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