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“Não aceitem cheque!”: empresário de SC tem prejuízo de R$ 1,8 milhão e promete expor caloteiros

Dono de revenda de veículos afirma acumular mais de R$ 1,8 milhão em cheques que não teriam sido compensados e diz que pretende divulgar a identidade de quem não paga. Especialistas alertam que a exposição pode gerar ação por danos morais.

“Não aceitem cheque!”: empresário de SC tem prejuízo de R$ 1,8 milhão e promete expor caloteiros
Foto: Reprodução
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O desabafo veio direto e sem filtro. Diante da câmera, o dono de uma revenda de veículos de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, expôs a revolta com o prejuízo que vem acumulando ao vender carros e receber cheques que, segundo ele, nunca são compensados. O tom era de esgotamento, de quem já tentou de tudo para receber e não conseguiu.

Segundo o empresário, o valor parado em cheques sem fundo já passaria de R$ 1,8 milhão. Ele conta que trabalha na estrada, comprando e revendendo veículos, e que boa parte dos compradores paga com cheque ou promissória, papéis que depois não teriam qualquer garantia de pagamento. “Isso aqui não vale nada”, desabafou, ao mostrar os documentos que teria em mãos.

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O recado foi dividido em duas partes. A primeira, um alerta para quem pensa em abrir o próprio negócio no ramo. O empresário orienta que futuros lojistas evitem aceitar esse tipo de pagamento, que na visão dele só gera dor de cabeça e prejuízo. “Se tu for abrir uma empresa, é um conselho de um amigo: não pegue essa porra”, afirmou, defendendo que é melhor manter o carro parado no pátio do que vendê-lo e ficar com um cheque que não se transforma em dinheiro.

ASSISTA AO VÍDEO

Capa do vídeo do YouTube

Recado aos devedores

A segunda parte foi direcionada aos devedores. Visivelmente irritado, ele avisou que pretende começar a divulgar os nomes de quem não paga, chegando a dizer que apresentaria os cheques com a identificação dos caloteiros. “Vem me pagar, que daqui a pouco eu vou começar a botar o nome”, disparou, reclamando ainda que muitos compradores se irritam quando são cobrados, invertendo a situação contra quem tem o dinheiro a receber.

O vídeo repercutiu e dividiu opiniões nos comentários. Enquanto alguns seguidores defenderam medidas judiciais, como notificação extrajudicial e execução, outros relembraram práticas antigas do setor, quando a cobrança era feita de forma mais direta ou o veículo era retomado. Também houve quem alertasse para o risco da estratégia: expor publicamente o nome de um devedor pode gerar processo por danos morais, obrigando o credor a indenizar justamente quem lhe deve.

O que diz a lei

A prática de divulgar nomes de inadimplentes, embora comum como forma de pressão, encontra limites na Justiça. A exposição pública do devedor, especialmente em redes sociais, costuma ser entendida como constrangimento e pode se voltar contra quem cobra, mesmo que a dívida seja real e comprovada.

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