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Empresária de Blumenau expõe cliente que levava roupas e não devolvia: “Eu sou a caloteira da foto”

Julia Tenfen, que está há dez anos à frente de uma loja no bairro Itoupava Central, publicou o alerta com a própria foto e precisou explicar nos comentários que a "caloteira" era ela. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Empresária de Blumenau expõe cliente que levava roupas e não devolvia: “Eu sou a caloteira da foto”
Foto: Reprodução
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O alerta apareceu no perfil da loja como qualquer denúncia de comércio: uma foto, um aviso em letras garrafais e o recado direto de quem já cansou de levar prejuízo. “ATENÇÃO! Se virem essa moça por aí… cuidado! Ela leva as peças pra provar em casa… e nunca mais devolve.” A imagem era de uma mulher jovem, rosto exposto, e a internet fez o que a internet faz: correu para os comentários pedindo justiça, endereço e nome completo.

Só que a moça da foto era a própria dona do negócio.

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A publicação saiu no sábado (18) no perfil de uma loja de roupas do bairro Itoupava Central, em Blumenau, no Vale do Itajaí, e ganhou o Instagram em questão de horas. A empresária Julia Tenfen, que está há 10 anos à frente do comércio, tinha montado a peça como piada interna, mirando as clientes que já a conhecem. O que não estava no roteiro era o alcance que a brincadeira teria fora dessa bolha.

Quando percebeu o tamanho da repercussão, ela mesma foi aos comentários se entregar.

“Gente, eu sou a ‘caloteira’ da foto. Sou a dona da loja, foi uma brincadeira comigo mesma. Eu sempre levo algumas peças pra provar em casa e, no fim, elas nunca voltam pra loja porque eu acabo ficando com elas”, escreveu a empresária no próprio post.

A piada que ninguém entendeu

A confusão tem uma explicação simples: quem acompanha a loja há anos sabe quem é a dona e reconheceu o rosto na hora. Quem chegou pelo compartilhamento, não. Julia disse que contava com esse reconhecimento e que jamais imaginou que o post rodaria tanto.

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“Não esperávamos essa repercussão, porque nossas clientes sabem que eu sou a proprietária e entenderam a piada na hora. O intuito nunca foi viralizar, só brincar com quem já acompanha a loja”.

Nos comentários, a reação se dividiu entre quem tinha caído e quem já tinha sacado.

“É sério ou é brincadeira??”, perguntou uma usuária. “Eu achando que era calote mesmo”, escreveu outro. Um terceiro resumiu o que muita gente pensou depois da revelação: “Gênia kkkk, marketing”.

O recado sobre o comércio

Além de assumir a autoria da própria denúncia, a empresária aproveitou para desmentir a leitura que o post gerou sobre o funcionamento da loja. Segundo ela, o estabelecimento não permite que clientes levem peças para provar em casa, prática que aparecia no texto original como se fosse rotina.

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Ela também fez questão de dizer que não exporia ninguém daquele jeito.

“Fiquem tranquilos! Eu jamais exporia uma cliente nas redes sociais. Claro que, em 10 anos de loja, já tive alguns calotes (quem tem comércio sabe que acontece), mas isso não significa que eu sairia postando alguém na internet. A brincadeira foi comigo mesma e acabou viralizando de um jeito que não esperávamos”, afirmou.

O episódio expõe um detalhe do comércio de bairro que costuma passar batido: a relação de confiança construída em uma década de porta aberta é o que sustenta esse tipo de brincadeira, e é também o que se perde quando o conteúdo escapa do público que entende a referência. Do lado de fora, o que restou foi uma denúncia sem denunciada.

A empresária encerrou o esclarecimento agradecendo a quem sacou a piada antes da explicação. Dez anos depois de abrir a loja, ela virou a primeira “caloteira” oficial da própria vitrine.

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