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Em meio à obra de alargamento, baleias-jubarte dão as caras na Praia de Gravatá e roubam a cena em Navegantes

As baleias apareceram próximas ao molhe da Praia de Gravatá neste domingo (26) e foram flagradas por um drone. Segundo o Instituto Baleia Jubarte, a espécie percorre cerca de 9 mil quilômetros entre a Antártica e a costa brasileira. Fotos: Reprodução /@marcos.nvt

Em meio à obra de alargamento, baleias-jubarte dão as caras na Praia de Gravatá e roubam a cena em Navegantes
Foto: Reprodução
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Quem foi ao molhe da Praia de Gravatá, em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, esperando acompanhar o vaivém das dragas da megaobra de alargamento da faixa de areia acabou levando um bônus bem maior: duas baleias-jubarte apareceram bem ali, à vista de quem estava na região, nesta sexta-feira (26).

As imagens foram registradas por um perfil de Navegantes que acompanhava justamente as obras de alargamento da praia. Segundo o autor do registro, ele subiu no molhe para ver de perto o trabalho das máquinas e acabou flagrando o espetáculo da natureza, capturando os dois animais com um drone enquanto nadavam próximos à costa.

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Nove mil quilômetros de viagem

O aparecimento não é obra do acaso. De acordo com o Instituto Baleia Jubarte, a espécie faz uma das migrações mais impressionantes do planeta: todo ano, os animais percorrem cerca de 9 mil quilômetros entre a Antártica e a costa brasileira.

No verão, ficam nas águas geladas do sul se alimentando; no inverno e na primavera, sobem para o litoral do Brasil para acasalar, dar à luz e amamentar os filhotes. É essa temporada que traz o gigante para as águas catarinenses.

Um gigante de 16 metros

E gigante não é força de expressão. Ainda conforme o instituto, os exemplares que chegam ao litoral brasileiro podem passar dos 16 metros de comprimento. A jubarte pertence ao grupo dos misticetos, as chamadas baleias de barbatana. No lugar de dentes, elas têm estruturas parecidas com escovas, que funcionam como um filtro: o animal engole a água e retém o alimento, formado principalmente por krill, pequenos crustáceos abundantes perto da Antártica, além de peixes miúdos.

Outro detalhe que costuma chamar a atenção de quem avista uma baleia é o borrifo que sobe no ar quando o animal vem à tona. Ao contrário do que muita gente imagina, não é água sendo jogada para cima, e sim a expulsão do ar quente do pulmão misturado ao vapor d’água, no momento em que a baleia respira.

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Isso porque, como todo mamífero, a jubarte precisa de ar. Ela consegue ficar submersa por até cerca de 30 minutos e chegar a profundidades acima de 600 metros, embora, no litoral brasileiro, costume fazer mergulhos mais rasos e voltar à superfície em intervalos mais curtos, justamente o que permite flagrar cenas como a de Gravatá.

Não é a primeira vez na temporada que os animais dão as caras no Litoral Norte catarinense, e a época favorece novos encontros: enquanto o ciclo migratório seguir, as águas da região continuam no caminho das jubartes.

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