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“Um elefante branco”: cidade de SC gastou meio milhão em abrigo para cães que nunca recebeu sequer um animal

Segundo a protetora Priscila Fernandes, estrutura inaugurada em março para acolher cerca de 100 cães segue fechada, vazia e sem condições de funcionamento

“Um elefante branco”: cidade de SC gastou meio milhão em abrigo para cães que nunca recebeu sequer um animal
Foto: Reprodução
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O Canil Municipal de Mafra, no Norte de Santa Catarina, permanece fechado e sem animais desde a inauguração, realizada em março de 2026, segundo denúncia da protetora Priscila Fernandes. Conforme ela, a estrutura custou aproximadamente R$ 500 mil e foi projetada para acolher cerca de 100 cães, mas nunca recebeu sequer um animal.

Em um vídeo gravado no local, Priscila percorre o terreno e mostra os alojamentos vazios. A protetora afirma que o imóvel não possui abastecimento de água, energia elétrica, rede de esgoto, equipamentos, materiais ou funcionários necessários para iniciar os atendimentos.

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“Um espaço para aproximadamente acolher 100 cães. E sabem quantos têm aqui? Zero”, declarou.

Ainda segundo Priscila, enquanto o prédio público permanece fechado, protetoras independentes continuam assumindo os custos com alimentação, medicamentos, hospedagem e atendimento veterinário dos animais resgatados nas ruas de Mafra.

A localização escolhida para a construção também foi criticada. Conforme a protetora, o espaço fica distante da área urbana, o que poderia dificultar o acesso da população, as visitas e a adoção dos animais que eventualmente forem encaminhados ao local.

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Priscila também afirma que o município tentou realizar duas contratações para viabilizar o funcionamento do abrigo. Segundo as informações apresentadas por ela, uma licitação estimada em cerca de R$ 26 mil, destinada à compra de móveis e equipamentos, não teve vencedores. Outro processo, de aproximadamente R$ 588 mil, buscava contratar uma empresa para administrar a estrutura, mas não teria recebido propostas.

Para a protetora, a obra se transformou em um “elefante branco” e não resolveu a demanda enfrentada diariamente por quem atua no resgate de animais no município.

“Os animais não precisam de placa de inauguração. Precisam de atendimento e acolhimento”, afirmou.

O Jornal Razão procurará a Prefeitura de Mafra para solicitar esclarecimentos sobre as denúncias, as condições atuais do imóvel e a previsão para o início efetivo dos atendimentos. O posicionamento será acrescentado à reportagem assim que for encaminhado.

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