Ela já transformou a Praia Central de Balneário Camboriú na “Copacabana catarinense”. Agora, a mesma draga chegou a Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, para uma obra de R$ 31,5 milhões. A Galileo Galilei, embarcação de 166 metros de comprimento, iniciou oficialmente nesta segunda-feira (20) a etapa de dragagem e bombeamento que promete alargar a Praia do Gravatá, depois de semanas de preparação e uma alteração no cronograma que atrasou o começo dos trabalhos.
O início da operação foi marcado por uma ação simbólica da embarcação diante da orla. A partir de agora, a draga trabalhará 24 horas por dia, de forma ininterrupta, na colocação de areia ao longo de 2,3 quilômetros de praia. Os trabalhos começaram na região próxima ao Rio das Pedras e vão avançar em direção ao Molhe do Gravatá.
Depois da colocação e da acomodação natural do material, a expectativa é que a praia fique com aproximadamente 70 metros de faixa de areia. Segundo a Prefeitura de Navegantes, a operação da draga deve ser concluída em até 15 dias, prazo que pode sofrer alterações por causa das condições marítimas e operacionais.
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Praia interditada
Durante toda a dragagem, a Praia do Gravatá permanecerá completamente interditada. Caminhadas, banhos de mar, pescarias e qualquer outra atividade estão proibidos. A restrição não termina junto com a obra: continuará por mais dez dias depois do fim da colocação da areia, período necessário para que o novo solo fique firme.
A liberação será feita pelo Corpo de Bombeiros Militar somente depois da conclusão das etapas e da avaliação das condições de segurança. A orientação é para que moradores e visitantes não ultrapassem os bloqueios.
A obra será executada pela multinacional belga Jan De Nul, que venceu a licitação com uma proposta de R$ 31.512.777,66. O valor ficou 26,8% abaixo do orçamento inicial de R$ 43.099.110,15. Três empresas participaram da disputa.
A mesma draga de Balneário Camboriú
A Galileo Galilei impressiona pelos números. São aproximadamente 166 metros de comprimento, 36 metros de largura e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem. Construída na China em 2020, a embarcação navega sob bandeira de Luxemburgo e é a mesma que ficou famosa ao alargar a Praia Central de Balneário Camboriú, além de já ter atuado em obras no Litoral Norte catarinense.
O funcionamento lembra um grande sistema de sucção. Tubos são baixados até uma jazida autorizada no fundo do mar e aspiram uma mistura de areia e água. O material fica armazenado no porão da embarcação e, depois, é bombeado até a praia por uma tubulação instalada cerca de 1,5 quilômetro mar adentro.
A chegada da Galileo Galilei estava inicialmente prevista para o dia 12 de julho, mas a Prefeitura anunciou o adiamento devido a uma mudança no cronograma da própria embarcação. O município não informou outro motivo para o atraso.
Conforme a administração municipal, o alargamento busca combater a erosão costeira, proteger a infraestrutura urbana contra o avanço do mar e ampliar o espaço destinado ao lazer e ao turismo. Com o início da dragagem nesta segunda-feira, a obra entra agora em sua etapa mais visível e decisiva.























