Quem caminha pelas ruas de Balneário Camboriú dificilmente passa imune ao tradicional “Olha a cocaaada!”. A voz que ecoa entre moradores e turistas pertence a Dona Tereza, uma mulher que, há mais de 20 anos, transformou a venda de doces em algo muito maior do que um trabalho: virou parte da memória afetiva da cidade.
Natural de Pernambuco, ela chegou ao litoral catarinense em busca de uma vida melhor. Diante das dificuldades para sustentar a família, encontrou na venda de cocadas uma oportunidade de recomeçar. A rotina nunca foi fácil: enfrentou desafios, preconceitos e obstáculos ao longo do caminho, mas nunca deixou que nada disso a impedisse de seguir em frente.
O que começou como uma forma de garantir o sustento de casa acabou se transformando em um símbolo de Balneário Camboriú. O chamado que chamava a atenção dos clientes passou a despertar lembranças em quem mora na cidade e também em turistas que fazem questão de reencontrá-la a cada visita.
Patrimônio afetivo
Sem buscar fama, Dona Tereza conquistou algo ainda mais valioso: o carinho e o respeito de milhares de pessoas. A figura simples, que começou vendendo cocada para pagar as contas, se tornou uma das mais queridas de quem vive ou passa pela cidade.
Sua história é um exemplo de que a perseverança, a simplicidade e o trabalho diário podem transformar uma pessoa comum em um verdadeiro patrimônio afetivo de uma cidade.















