Se você achava que tomar um banho um pouco mais demorado pesava no bolso, os moradores de Barra Velha, no Norte de Santa Catarina, descobriram que a água da região aparentemente passou a vir acompanhada de folheados a ouro 24 quilates. A moradora Elisangela Florencio da Silva levou o susto da vida ao receber um documento referente ao mês de agosto com a quantia de R$ 24 milhões.
Para quem costuma desembolsar cerca de R$ 100 por mês e nunca passou dos R$ 500 nem nos tempos de comércio aberto, a nova cifra sugere que ela talvez tenha financiado, sem saber, o abastecimento de um pequeno país.
“Eu fiquei sem acreditar. A gente não sabe o que aconteceu”, relatou Elisangela, cuja conta ainda está no nome do marido já falecido.
A ostentação hídrica, contudo, parece ser familiar. O tio de Elisangela, seu vizinho de parede, recebeu exatamente o mesmo bilhete premiado de R$ 24 milhões. Já no bairro Vila Nova, outro morador teve que se contentar com uma versão mais “econômica”: uma cobrança de apenas R$ 2 milhões.
O milagre da multiplicação do consumo
Questionada sobre o fenômeno que transformou torneiras residenciais em “cascatas milionárias“, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) apressou-se em jogar água fria na discussão. A empresa explicou que tudo não passou de um modesto “erro na leitura de consumo dos hidrômetros”.
Segundo a concessionária, o papel entregue não era uma fatura de cobrança, mas sim um sutil “comunicado” emitido automaticamente quando o sistema detecta uma ligeira variação no padrão de uso. A Casan garantiu que ninguém precisará vender o próprio bairro para quitar os milhões, já que o valor não será cobrado na fatura final.
Para os clientes que desejarem checar se o seu hidrômetro virou um poço petrolífero, a Casan disponibiliza os seguintes canais de atendimento 24h:
- Telefone e WhatsApp: 0800 048 0115 e 0800 643 0195
- Digital: Chat online e aplicativo oficial da CASAN















