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Rua de Florianópolis que leva nome do tataravô une gerações da mesma família e ganha cores da Copa; VÍDEO

Na Servidão Silvino Izidoro Pires, no bairro Armação do Pântano do Sul, moradores da mesma família já coloriram quase metade dos 300 metros da rua e querem decorar todo o trajeto até o início da Copa. Fotos: Arquivo Pessoal / Reprodução Danilo Vicente

Rua de Florianópolis que leva nome do tataravô une gerações da mesma família e ganha cores da Copa; VÍDEO
Foto: Reprodução
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Enquanto a contagem regressiva para a Copa do Mundo movimenta torcedores pelo país inteiro, uma rua do bairro Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis, já respira o clima da competição muito antes do apito inicial. Na Servidão Silvino Izidoro Pires, moradores trocaram a correria do dia a dia por pincéis, tintas e tardes de convivência que estão reaproximando uma família inteira.

E o nome da rua não é por acaso. A servidão leva o nome do tataravô de muitos dos moradores que vivem ali até hoje. Ao longo das décadas, diferentes gerações da mesma família construíram suas vidas no mesmo trecho, mantendo uma relação próxima. Mas, como acontece em tanta gente, o trabalho, os compromissos e a rotina apertada foram espaçando os encontros que antes eram frequentes.

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Uma ideia simples

Foi aí que surgiu uma ideia simples, mas capaz de mexer com toda a vizinhança. Em entrevista ao Jornal Razão, a moradora Marcella Pires, tudo começou com um desejo da mãe dela. Enfrentando desafios pessoais, ela dizia que queria criar memórias especiais para o neto de 11 anos.

No começo, a proposta era apenas pintar um muro da casa da família. O garoto amou a ideia e, em pouco tempo, o projeto ganhou proporções bem maiores.

“Começamos pensando em pintar apenas um muro, mas logo percebemos que poderíamos fazer algo muito maior. A ideia foi crescendo e acabou envolvendo toda a rua”, conta Marcella.

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Quase ao mesmo tempo, uma prima soltou uma sugestão no grupo dos moradores: decorar a servidão inteira para a Copa do Mundo. A proposta caiu como uma luva e logo passou a mobilizar vizinhos e familiares.

De lá pra cá, a cena tem chamado a atenção de quem passa pelo local. Crianças, jovens, adultos e idosos se revezam entre pinturas, enfeites e novas ideias. Mais do que preparar a rua para torcer pelo Brasil, o projeto acabou resgatando algo que parecia estar ficando para trás: o convívio entre as gerações.

Quase metade do caminho

A mobilização também impressiona pelo tamanho do desafio. A Servidão Silvino Izidoro Pires tem cerca de 300 metros de extensão e, até agora, os moradores já conseguiram decorar quase metade do trajeto. A meta, porém, é ainda mais ambiciosa: colorir a rua inteira até o início da Copa.

O trabalho acontece aos poucos, conforme a disponibilidade de cada um. Entre pincéis, tintas e muita colaboração, cada metro pintado representa mais do que uma decoração temática.

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É um símbolo da união entre vizinhos e familiares que decidiram transformar o clima da Copa em uma oportunidade para estarem juntos de novo.

“Estamos quase na metade da rua, mas queremos chegar até o fim. O mais bonito é que cada pessoa ajuda de um jeito. Uns pintam, outros dão ideias, outros aparecem para conversar e incentivar. No final, todo mundo faz parte”, relata Marcella Pires.

Muito além da Copa

A cada encontro, surgem novas histórias, conversas e lembranças. O que começou como uma simples preparação para a Copa virou uma chance de reforçar vínculos e criar novas memórias em família.

E a animação não deve parar quando a bola rolar. Os moradores já estão organizando outras atividades para os próximos meses, incluindo festa junina e encontros para assistir aos jogos juntos.

Na Servidão Silvino Izidoro Pires, a Copa do Mundo virou só o ponto de partida para algo muito maior. Afinal, quando o campeonato terminar e as bandeiras forem guardadas, vão permanecer as lembranças construídas em cada tarde de trabalho coletivo, cada conversa dividida e cada momento vivido entre pessoas que compartilham bem mais do que uma rua: compartilham uma história.

Veja como está ficando a rua

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