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Moradores se unem em mutirão para tirar do frio família com quatro filhos em Tijucas

Sem condições de construir o terreno que compraram parcelado, uma família de seis vive em um barraco improvisado em Tijucas, e voluntários organizaram um mutirão para erguer a casa até o fim de semana.

Moradores se unem em mutirão para tirar do frio família com quatro filhos em Tijucas
Foto: Reprodução
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Sem banheiro e sem chuveiro, as quatro crianças tomam banho na rua, e ainda de tarde, porque à noite o frio no morro fica insuportável. É assim que vive uma família de seis pessoas em um barraco no bairro Morretes, em Tijucas, sem luz e sem água encanada. Quando chove forte, a água sobe pelo chão de terra e chega quase à altura da cama.

É nessas condições que vivem Marcelo, a esposa Flávia e os quatro filhos, há cerca de oito meses em Santa Catarina. “Aqui é bom de morar, é um lugar muito bom, tem bastante gente que acolhe a gente”, diz o pai, que mantém a fé de que a situação vai mudar. “Estamos passando essa dificuldade aí um pouquinho, mas vai dar tudo certo.”

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A família comprou o terreno parcelado de um cunhado. O combinado previa que o lote já viesse com a casa construída, o que não aconteceu. “Era pra ele dar a casa feita, mas como ele não pôde fazer isso”, conta Marcelo, que assumiu o terreno mesmo assim e garante que vai pagar as parcelas em dia. Sem condições de levantar a moradia, a família passou a viver com o pouco que tem.

A estrutura é mínima: duas camas, uma mesa, um fogão pequeno e o chão úmido. Falta, nas palavras do próprio pai, “tudo, desde o começo até o final”. E o orçamento depende de um único salário. “Só eu trabalho. É complicado manter uma família de seis pessoas”, afirma. Ele conseguiu emprego há pouco tempo, com a ajuda das mesmas pessoas que agora mobilizam a comunidade.

Para a mãe, o que mais pesa no dia a dia é a ausência de água e energia. Sem as duas, não há como dar um banho quente nas crianças nem manter a casa minimamente aquecida. “É só isso que é mais difícil, a luz e a água”, resume.

Dois dos quatro filhos exigem cuidado redobrado. O caçula, de 2 anos, fez uma cirurgia no pulmão quando bebê e não pode pegar friagem, pois convive com asma e bronquite. O filho mais velho, de 16 anos, é autista. Para cuidar dos dois, a mãe não trabalha fora.

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Vizinhos organizam o mutirão

A situação chegou ao conhecimento de moradores da região, que decidiram agir. A voluntária Eliane, que já atua em trabalhos sociais, foi até o local conferir de perto. “Parece que a gente está dentro de um freezer”, relatou, ao descrever o frio dentro do barraco. Comovida, gravou um vídeo pedindo ajuda, e a resposta foi maior do que esperava.

A partir daí, organizou-se um mutirão. “Não é uma questão de religião nem de política, é uma questão de amor”, define Eliane, que prefere chamar a ação de “mutirão do amor”. O grupo decidiu reunir material de construção, mão de obra e doações para fechar a casa, fazer o piso e instalar um fogão a lenha. O irmão da voluntária ficou responsável por construir o fogão.

Enquanto a obra não avança, a família foi acolhida. Durante o fim de semana, e por mais tempo se for preciso, as crianças e a mãe ficam na casa da mãe de Eliane, onde há quarto, cama, alimento e chuveiro quente. Marcelo segue trabalhando e se junta ao mutirão no sábado. Como o terreno fica no alto de um morro, onde caminhão e carro não sobem, o material precisa ser levado em carrinho de mão.

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Como ajudar

A família precisa de material de construção, como cimento, areia, tijolo, telha e madeira, além de mão de obra para levantar a casa. Também são bem-vindas doações de móveis, cama, colchão, geladeira, cobertas, roupas e alimentos. Quem quiser ajudar pode falar diretamente com a família pelo telefone (35) 99913-1160 ou pelo pix 43984317438 em nome da mãe Flávia Regina Silva.

A meta dos voluntários é concluir o essencial até o fim de semana, para que a família volte a uma casa fechada, com piso, porta e janela. “A gente não quer promessa, a gente precisa de ação”, reforça Eliane. Até lá, o mutirão segue pedindo a soma de mãos para tirar do frio uma família de seis pessoas, quatro delas crianças.

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