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Com avião verde e amarelo, “O Comandante” decola de Porto Belo em uma volta ao mundo por 50 países

Conhecido nas redes como "O Comandante", o piloto Mário Jorge decolou do Aeroclube de Porto Belo para uma volta ao mundo de seis meses por 50 países, com o avião pintado de verde e amarelo.

Com avião verde e amarelo, “O Comandante” decola de Porto Belo em uma volta ao mundo por 50 países
Foto: Reprodução
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Pintado de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil na fuselagem, o monomotor do piloto Mário Jorge, conhecido nas redes como “O Comandante”, decola nesta quinta-feira do Aeroclube de Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, para uma volta ao mundo que deve durar seis meses e passar por 50 países. Para o aviador, é um dos maiores desafios da carreira.

A rota parte de um ponto e retorna a ele mesmo. “Do ponto A ao ponto A”, como ele resume: um percurso de ida e volta até a origem que será transmitido nas redes sociais dia após dia. A ideia vinha sendo trabalhada havia cerca de um ano.

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Piloto de traslados, Mário Jorge tem como rotina buscar aeronaves em diferentes partes do mundo e trazê-las para o Brasil, trabalho que já o levou a vários países e continentes. “Mas era só para mim”, diz. “Falei: então vamos fazer diferente, vamos fazer uma volta ao mundo. A gente dá uma ida, dá um retorno e volta para a origem, e mostra tudo isso nas redes.”

Foi dessa conversa, segundo ele, que nasceu o projeto, e a pintura da aeronave carrega a intenção. “O avião ficou com verde e amarelo, com a bandeira do Brasil, porque realmente é para o Brasil. É para aproximar o mundo do Brasil e aproximar o Brasil do mundo. A galera vai ver e vai saber que é um brasileiro fazendo isso.”

A escolha de Porto Belo também tem peso na história. O piloto descreve a estrutura do aeroclube como um ponto de apoio importante para quem voa na região. “Eu tinha que passar aqui para receber o carinho da turma e também retribuir o carinho que a gente está levando para a volta ao mundo”, afirma.

Na aviação desde cedo, Mário Jorge conta que tirou a carteira de piloto antes da de motorista. Começou a trabalhar aos 18 anos e hoje, aos 34, faz esse tipo de traslado pelo mundo. Para a volta ao mundo, deu uma pausa na rotina de trabalho.

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A proposta, diz, é menos de missão e mais de experiência. “Vai ser um pouco de trabalho, mas o geral é realmente curtir a viagem da melhor forma possível e poder transmitir essa energia do curtir para quem está em casa assistindo.” O formato lembra um reality: do acordar ao dormir e, no meio disso, o que existe mundo afora.

Ao lado dele na empreitada está o videomaker Gabriel Akos, responsável por registrar a jornada. Ele conta que o convite surgiu de forma inesperada e foi aceito no mesmo dia. “É uma oportunidade única. Ele falou: se você topar, vamos embora. E eu nem pensei muito”, relata. Para o videomaker, a expedição abre portas na produção audiovisual e o aproxima de um sonho antigo. “Meu sonho é ser piloto.”

A expectativa, diz Gabriel, é aproveitar cada minuto e voltar diferente. “Vou estar conhecendo muitos lugares, muita gente, aprendendo novas culturas.”

Quem quiser acompanhar a travessia pode seguir o piloto no Instagram, em @oComandante, e no YouTube, no canal “O Comandante MJ”. A proposta, segundo ele, é levar o público para dentro da cabine. “A ideia é essa: vocês serem o nosso copiloto.”

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